09 jun 2015
Viagem

A Casa e o jardim coloridos de Monet

Fomos pra Alta Normandia, pra cidade de Giverny, norte da França. É lá onde Claude Monet, reconhecido como precursor do Impressionismo, viveu de 1883 até sua morte em 1926. Saímos de trem de Saint Lazare até Vernon e de lá, pegamos um buzu que já fica esperando o bando de gente pra sair junto. Ah e uma dica é ir logo no primeiro horário, porque chega primavera ou verão, tudo fica mais lotado por aqui. Mas quando digo lotado é lotado mesmo. Pra tirar uma foto sozinha, querendo aquele cenário divo só pra ti…quén, quén, quén…Mas então, assim que a gente chega, a primeira conclusão nítida e sem controle é tomada: Melll dellsss que lugar lindooo!!! E olha que tava nublado.

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A casa é grande, toda em rosa e verde por fora. Por dentro…Mais a frente te mostro. É a velha sensação de entrar no quadro do cara, não tem jeito. E chegando na primavera, como a gente foi, é um espetáculo.

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Por dentro, a gente tem a devida noção da paixão dele (como de outros tantos pintores) pela arte oriental. Por toda a casa há gravuras, móveis, pinturas japonesas, por exemplo. Além disso, janelas e janelas por todos os cômodos. A abundância de luz no interior só o inspirou ainda mais.

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O ambiente é uma mistura de móveis e objetos originais e cópias dos quadros, já que os originais estão nos museus como D’Orsay, Orangerie e Louvre. Aí o mestre no mesmo local pitando seu cigarrin..

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No andar de cima, quartos e banheiro. Foi nesta casa onde ele viveu com a segunda esposa Alice, mais os dois filhos do primeiro casamento com Camille, bem conhecida por ser retratada em várias obras de Monet e ainda, outros seis filhos da Alice. A casa é alugada no início e depois que a situação do pintor melhora, ele a compra em 1890.

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E alguém aqui costurava, hein…

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O quarto de uma das filhas da Alice.

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Oscar Claude Monet vinha de família de comerciantes parisienses e o pai queria o mesmo pra ele. Mas contrariando o gosto, parou em escolas de arte e já fazia um certo sucesso por conta das caricaturas que criava na adolescência. Vendia as mesmas em lojas de material de arte. Após a morte da mãe, ele larga os estudos e a tia Marie-Jeanne, também artista, o encoraja a continuar. Durante os anos seguintes, mais estudos, conhece outros pintores, conhece Camille, sua primeira esposa que posava pra ele. Promove exposições e encontros, recebe muitas críticas, mas também elogios. Se entope de dívida, é mantido por amigos, viaja por vários países, foge da guerra, tenta suicídio, tem dinheiro, perde dinheiro, perde Camille pro câncer, vende quadros muitas vezes, outras não, é reconhecido e assim vai trilhando o caminho que o fez um mestre da arte.

Mas voltando pra casa. No andar de baixo, a sala de jantar amarela. É muito linda, minha gente, tudo, tudo amarelo!

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E olha o piso? Cores, cores… Ai, Monet <3

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Para tudo. Morri. De amor.

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A cozinha é de embasbacar. Toda em azul, com azulejos por todas as paredes, utensílios em cor de cobre e piso escuro.

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E do lado de fora? Os famosos jardins, pontes, flores? Ahh, povo, pena a minha foto não poder traduzir tudo como queria, mas te mostro alguns detalhes de tanta lindeza. Monet criou o próprio objeto da pintura, neste caso. Criou o Jardim das Águas, com barquinhos e bambus, bem parecidos com os jardins japoneses. Criou, plantou e nunca deixou de pintar. A casa fica assim ó, rodeada por tudo isso. As flores? Nossasinhora, todos os tipos e cores!

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A famosa ponte, pintada por ele. E agora, entupida de gente.. Ê, nem dá pra tirar foto direito :/

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É daqui que saiu a famosa série “Ninféias”.  Muitos dos quadros são tão fiéis, com luz, cor e sombra de cada planta, das árvores que quase debruçam na água, do reflexo delas. Ninféia é um tipo de flor de lótus que até hoje preenche os lagos do jardim. É mágico.

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E de tanto adorar a luz e pintar durante toda a sua vida em meio a ela, Monet desenvolve catarata. Passa por duas cirurgias. Durante este período, perde um dos filhos e isso o abala muito. As amizades com outros amigos pintores, ainda o anima e o levam a criar ainda. Depois de uma infecção pulmonar, Monet morre em 1926 nesta casa. Suas obras hoje estão espalhas por aqui por Paris e por outros museus pelo mundo e nunca nos deixam esquecer deste mestre.

Depois daí ainda fomos pro Museu do Impressionismo que fica em Giverny mesmo e eu fiquei como pinto no lixo por ter ainda mais contato com os mestres do meu movimento artístico preferido!

Um beijo!


3 respostas para “A Casa e o jardim coloridos de Monet”

  1. Julia disse:

    Esse lugar é lindo demais…me encantei! e fiquei surpresa com a quantidade de brasileiros visitando o local…vc percebeu isso? beijos, adoro o blog!

    • Eva Mota disse:

      Mulher, na verdade eu tô bem no estilo “Sexto Sentido”: Eu vejo brasileiros o tempo todo, por todos os lugares Hahahahaha e essa época que tá quente por aqui, né, aí muita gente aproveita. Ahh nem me fala, o lugar é mágico mesmo!

      Um beijo grande e muito obrigada pela visita! Que que cê gosta, ebaaa!

  2. Juliana Amado disse:

    Ai, Eva, que baita inspiração! Gosto muito das obras de Monet, mas não imaginei que a casa dele seria assim, tão inspiradora! Fiquei de queixo caído com a cabeceira da cama e a cozinha!
    Mais um lugar para a lista de lugares a conhecer!

    Beijos

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