27 de janeiro de 2015

A reforma final da salinha

Em Decoração

Mas minha gente, eu tava tão, mas tão doidja pra mostrar como tá a nossa salinha! Mas tudo tem a sua hora, né? Precisava ajeitar dali, fazer algumas coisinhas daqui, encomendar de cá e pronto. Agora sim eu posso compartilhar o maior cantinho do nossa gaiola morada. Ele é a afirmação do que penso sobre decor: é aos poucos, é construída só por afeto, é identidade, é pessoal.

Há dois anos quando recebemos o nosso apê, a grana curta era um obstáculo. Mas pouquíssimo tempo depois, foi a solução. Era chegada a hora de exercitar a criatividade e botar em prática o que eu vinha armazenando durante os anos. Tudo era branco e com poucas intervenções: apenas um rebaixo de gesso mínimo de 15cm e com traços retos pra o pé direito, que já era baixo, não ficar ainda menor. Pontos de luz amarela, persianas (sem cortina, por conta dos gatos), tela de proteção, cozinha, banheiro e ateliê/escritório planejados. Pronto. O resto era todo da época de estudante, móveis surrados e já alguns quebrados.

Metade da sala ficou pronta ano passado, te mostrei, lembra? Não? Oxente! Tu tava onde que não viu? (Aí tu me responde, “cuidando da minha vida, fia”) Então clica aqui pra ver o resto desta fotinha.

13Mas faltava a parede do sofá e mais detalhes. E a parede era o meu xodó. Foi a primeira coisa que pensei quando recebemos o apê: “Quero ter uma parede berinjela” Berinjela Profundo da Coral foi escolhida pra contrastar com o sofá branco e a peça amarela que recebia a televisão. Mas era um amor garrado na bendita, que eu tentei grudar pra supervisionar cada detalhe, mas não deu. Nesta época trabalha praticamente o dia inteiro como repórter e ficava só sonhando com a danada e fazendo pose besta pra foto. Eu, minha havaiana véa retrô e meu cabelo de cuia 😀 😀

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E ficou assim por um bom tempo. Com o quadro que eu pintei, o” 3×4 brejeiro” e o sofá sem almofada.

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Mas o que eu não sabia era que o sofá ia descascar a parede. E que a parede não havia sido preparada corretamente pra receber aquela cor. E muito tempo se passou até eu chegar a uma conclusão do que fazer com aquilo. Cada broca descascada da parede era um aperto no meu corassaumm! #dramaqueen.

Pra começar a mudança, lixei a parede berinjela nos pontos descascados pra poder nivelar tudo. Apliquei um fundo preparador. Já falei dele aqui. E só aí comecei a pintar de branco. Haja braço e sovaco com câimbra, amuris.

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O dia foi passando e só na demão pra lá, demão pra cá. A tarde ia caindo, a noitinha vindo, o tom poético seria ideal se meu gato não tivesse mal humorado por ter sido tosado, esse amor lindo de mamain <3

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E depois de seis demãos, um braço à menos, mentira, só seis demãos, uma tarde inteira de trabalho e boas horas de secada, o berinjela foi embora e o branco voltou.

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Mas branco com branco, num rola, né não? Comecei a fazer uma meia parede pra ressaltar o que vinha a seguir. A altura foi a mesma do peitoril da janela. Fui medindo a mesma altura ao longo da parede pra não sair torto, passei a fita crepe e comecei a pintar com um cinza mais escuro do resto da sala. Fiz misturando pigmento em uma latinha de 1L de tinta acrílica branca.

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Depois de secar direitinho, não teve mais o que fazer. Sério. Só isso. Era preciso deixar assim, um tanto neutro porque o que ia fazer a decoração desta parte, sem dúvida seriam quadros e outros acessórios. Na parede, coloquei o lambe-lambe emoldurado sem espelho (mas no nosso caso, 3 nenéns <3) um pôster que comprei na benedito calixto e emoldurei, o quadro mais amor do mundo, em xilogravura da Casa de Criação a Vó Queria, da Aneenha e fotos de marido. As fotos são do início dele como um fotógrafo prático. Foi um jogo de claro e escuro e a gente tem grande carinho por elas. Precisava de molduras claras. Mas quem emoldurou não entendeu isso e me trouxe um cor bemmm bufenta que claro, caiu no pincel. Pra seguir a harmonia da composição, adicionei a coleção de apitos que marido usa pra trilha sonora dos docs que produz.

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O sofá de lá pra cá envelheceu horrores, mas muito mesmo e é todo cheio de unhada de gato. Mas trocá-lo agora, no way. É preciso poupar pra algo maior. E claro, tenho opções legais pra isso. O corino branco, opção que dava pro nosso bolso quando o reformamos, vai ficando amarelado mesmo todo limpo. Pra cobrir esta feiura misturada com estrago, só cor. Encomendei a querida Marcinha, da Tem Colheita, esta manta de crochê tipos “quadradinhos da vovó” e ficou simplesmente perfeita! Arrumei as almofadas coloridas, parte que ganhei de uma amiga amada e a outra parte comprei. A capitonê linda também é da Casa de Criação Avó Queria.

10Olha aí tudo junto!

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E mais das outras partes. Esta aí foi a primeira de todas. O primeiro post do blog <3 <3 E ali, a arte da amoreca Ju Amora, o banquinho. Ele faz às vezes de mesinha lateral onde coloco flores. Só vou mudando o tipo do vaso, mas ele fica alí quietinho. Né todo mundo que bota a buzanfa nele, não.

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Ao lado dele, a pecinha em pínus que eu projetei, o marceneiro executo e eu pintei em uma oficina do Casa de Colorir. Nesta parede estão mais xilos lindas! Em forma de azulejos, compõem essa arte que eu amo e que também são da Casa de Criação A Vó Queria.

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Pra esquerda, mais da gente. O rabisco feito com Poska que já te contei e o cabideiro feito com sobras de madeira. O projeto foi meu primeiro post como colunista do A Casa Que A Minha Vó Queria. É ou não é especial?

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E é isso, minha gente, nossa salinha tá completa. Dois anos depois construída aos poucos, com carinho e muita coisa nossa. Nossa cara, nossos gostos, amores, afinidades. Com o dedo, a ideia de um monte de gente querida, artistas que adoramos e amigos também. Com miudezas, lembranças de viagens dos amigos, da família, nossas. Lá em cima disse que decor é assim. Leva tempo e é uma reunião do que a gente é. E além disso tudo, decor é permissividade. Que a gente se permita mudar, transformar, rever, recomeçar e que assim seja com o nosso lar. Um beijo grande!

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