12 de janeiro de 2015

Asas e eixos do Brasil…

em Roda, menina!

…Isso e muito, muito mais formam a capital do país que na semana passada pude conhecer. Mesmo que bemmm pouquinho. Marido e eu fomos à Brasília resolver umas questões burocráticas , mas durante qualquer intervalinho de tempo, a gente corria pra passear, visitar exposições, mostras e etc.

Achei a cidade super interessante. Mas só posso falar do pouco que vi, dentro do avião onde ficamos, o plano piloto. Intrigante, cheias de contrastes. Ao passo que a cara dela é de concreto, asfalto, retas e curvas, ela é cheia de verde, entupida de praças com grama bem verdinha, campos e mais campos e centenas de árvores (LINDAS!) da espécie Cambuí que eu confundi com Flamboyant. Tudo muito limpo e organizado. Pra o visitante de primeira viagem, pra trocar a vista e dá um tilte é daqui “prali”. Parece que foi projetada por mim, uma virginiana cri cri.

É que ruas, vias, tudo é setorizado, como em um gigante condomínio e em sigla, L2 Norte, L3 Sul, SHS – Setor Hoteleiro Sul, Lote 2, raiz quadrada divida por quatro ao cubo e hipotenusa 😀 Tô de brinks. Pra quem mora lá, isso né nada, mas até entender o funcionamento da cidade, demorou. Confesso que senti falta de gente a pé, nos lugares verdes e senti que ao menos no plano piloto, viver sem carro é um tanto complicado. É quente sim, mas nenhum horror e o verde alivia e muito. Comi uma das pizzas mais deliciosas que comi na vida, na pizzaria Valentina se não me engano o nome. Ainn,que salivei agora (babei no teclado, sorry :D) Já tínhamos amigos lá, então o contato com os Brasilienses foi ótimo. Gente simpática e educada. Conheci duas atrizes lindas e adoráveis! Nath e Juli, já sinto saudades! Quero papear e gargalhar mais com vocês!

A gente rodou pelos pontos já conhecidos nas entradas ao vivo dos colegas repórteres: Palácio do Planalto, Praça dos Três poderes, o Museu Nacional, o lago Paranoá (Lindeza!) a Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida e outros pontos famosos pela arquitetura do Niemeyer e do Lúcio Costa. Em alguns locais, assim que chegamos, ainda restavam parte do aparato de segurança da posse de Dilmão. Achei tudo lindo, não austero, clean. Foi bom também, poder ver de perto mais um lugar onde meu povo do nordeste viveu e ajudou a construir, crescer, evoluir. Um bando de candango ajudou Brasília a ser essa cidade muito bacana que é. Feliz.

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Sede do Congresso Nacional

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Palácio do Planalto

Pausa pra uma coisa aqui: Eu pensei quando vi o Palácio da foto acima, que este serviço de guarda aí deve ser muito ingrato. Tá vendo os dois no topo da rampa? Será que os caras ficam o dia todo assim? Só piscando o zói? Não pode apoiar uma perna, olhar pro lado, será? E se na hora da sesta alguém cochila e se estabaca lá embaixo? E tu aí reclamando do teu trampo, hein..

 

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Ângulo podre da Ponte JK

Voltando. Vendo de perto tudo isso, eu quase confirmo que Niemeyer era um E.T. que sonhava em abduzir todo mundo com suas construções côncavas e convexas. A coisa é surpreendente vista de perto, por dentro. Como pode aquelas curvas enormes, teto abaulado, ponta aqui, ponta ali, se sustentarem? Física, engenharia e um bom arquiteto, fia. A Catedral foi o primeiro ponto que visitamos. Construída em 1958 foi o primeiro grande monumento criado na cidade. É  realmente linda.

 

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Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida.

Por dentro me senti uma samambaia. Meu cabelo não negava. Queeeente que nem uma estufa, mas a neguinha aqui esqueceu o calor diante de tanta beleza. O teto é de vitral colorido e há anjos voando por todo lugar, no meio do povo, em cima do altar.. Sério, esculturas de anjos grandonas ficam penduradas por cabos de aço deixando tudo mais especial. Mas cuidado, não fica olhando muito tempo que é capaz de bater onda e um anjo dizer: Oi! 😀 Achei muiiiito massa.

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Ali ao lado fica o Museu Nacional, nesse formato convexo e na frente um lago cheio de peixinho que eu tentei pegar pra mim. Com pouco tempo de passeio, cheguei a uma conclusão: Brasília é ideal pra patinar e andar de Skate 😀 Ainn que me deu saudade quando eu patinava e Deus me salvava de quebrar o cóccix! O espaço onde fica o Museu e a Biblioteca é enorme, plano, o que se viu foi gente fazendo altas manobras.

 

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Museu Nacional

Mas, deixei o mimimi de lado e subi a rampa pra ser abduzida, digo, pra entrar no Museu. Várias exposições aconteciam ao mesmo tempo, mas eu já sabia que no andar de cima havia uma exposição de design, a “Design Dinamaquês – Mestres e Ícones” e corri pra lá, saí empurrando todo mundo da frente. Rá, mentira. Mas eu te conto amanhã como foi este passeio e outros mais. Se você gosta de design, design de interiores e um pouco de história da arte, passa aqui depois. Tem coisas bemm legais que vi de perto e claro que te mostro!

Quem bom que o primeiro post do ano foi uma viagem a um lugar legal e diferente do que estou acostumada. É sempre muito enriquecedor ver o outro, ouvi-lo, conhecer como ele vive e onde. Afinal, no Brasil há inúmeros brasis, né.. Fico feliz também por este primeiro post ser de um lugar que me lembra velha gente querida (Tau, amigo, foi lindo poder te ver!) e nova gente querida também. E que pode me oferecer mais contato com a arte que eu já admirava. Brasília, a gente se vê mais vezes! Vou torcer!Bora 2015!

Bjos, amuris!