23 de fevereiro de 2015

Bem-vindos a nossa casa! Bienvenue chez nous!

Em Viagem

Relouu, gentenn!

Tu viu o tamanho? Do vácuo desde meu primeiro post daqui de Paris?  Hehehehe (Risada safadjénha essa com “hehe”) Pois, então volta aqui sempre que puder, porque agora o bicho vai comer solto, digo, tem é coisa pra compartilhar aqui contigo sobre Parríí!

Minha gente do céu, que cidade é essa, mermão… É coisa boa, bonita e que gosto por esquina. Não tô falando de ponto turístico só (têm uns que nem são essa coooisa toda) Mas de uma simples ruela, uma lojinha escondida, uma plaquinha que te mostra algo divino, um som que tu ouve no metrô… Ai, Paris… <3 E eu já falei, né? Que a Europa nunca teve em minha cabeça quando o assunto era viagem internacional e sim o México. Acho que essa coisa de não esperar faz bem. Uma hora a vida vem lá é peiiii! Te surpreende.

Então, vamo largar a prosa de lado, reflexões e rami rami que eu vou te mostrar onde a gente tá morando. Se é pra começar a postar daqui de Paris, então vamo começar do começo. É num verdadeiro achado em pleno Saint-Germain-de-Prés (lê-se “deprê, tadinho) no 6º Arrondisement (distrito) à margem esquerda do Sena ou na rive gouche. E foi uma achado justamente por isso, os bairros situados à margem esquerda são antigos, tradicionais e bemm mais caros.

Mas não vou falar do nosso bairro agora não, vou te mostrar o nosso mini cantinho. Como bairro antigo, as construções também são. Prédios e mais prédios com aquelas portas enorrrmes de lindas. Construções centenárias que ainda hoje estão bem conservadas. Muitas, claro, foram reformadas. A gente fica na Rue du Prex-aux-Clércs, duas esquinas antes dos famosos Café des deux Magots e Café de Flore que o Gil, de “Meia-noite em Paris” tanto fala com romantismo e nostalgia.

Essa é a frente do nosso prédio. Na verdade uma espécie de condomínio. Essa portona verde (mara!) só abre por código e cada morador tem o seu, um diferente do outro. Ao lado são lojinhas ateliês, muita coisa feita à mão. Que aqui é suuuper valorizado, ganhando o valor que merece.

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Foto: Google Earth

Aí depois que a gente aperta o código 98.. Rá! Segredo, né fios? Então, entramos.

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A entrada é comprida, a gente olha por fora em nem dá que cá dentro tem tanta gente. É uma moradia bem típica daqui pelo que vejo e descobri. O nosso studio (como os apês pequeninos são chamados) é logo à direita, no térreo. São três andares, só sobe por escada. Vi que o elevador foi instalado recentemente só pra uma parte e ainda não tá funcionando. O nosso é esse da foto da esquerda, com luz acesa e janela aberta pra ventilar depois da faxina. Mesmo o vento que entra sendo de -1º! Mania de mainha essa de faxinar e deixar ventilar. Tirar a uruca, a vibe que não é nossa e deixar a coisa fluir! Aiiii, mamita querida!

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Ó que coisa fofa, gente? Todas as janelas com floreiras. Isso na primavera vai ficar só o amóór. Tá vendo esta parte aí acima? Fica bem na nossa frente. E de quando em vez ouço alguém tocando piano… Uma lindeza sem fim. Quase vou atrás e “Ninh@, me ensina aí? É que esqueci como é..” Ainnnn <3

Beleza, já na nosso “bloco”, tudo muito velho, antigo. Os primeiros dias aqui estranhei. É que o apartamento estala o tempo todo. Sério, estala mesmo. Não é só por ser antigo, quase todo em madeira (revestida por gesso) mas por um algo a mais. Aí vai eu pensar: ” Vlws, flws, morar com um Poltergeist não tava nos planos” Mas né coisa do além, não. É física-química. Tudo se dilata e se contrai, afinal, o aquecedor esquenta tudo e depois o frio, o gelo, resfria e aí fica assim, uma madeira estala daqui, a outra responde de lá.

Uma escada estreita liga aos andares de cima. E ao lado dela, uma porta velha dá acesso à escada do porão. Bem naquele estilo filme de terror. Tudo escuro, úmido, escada de pedra. E eu num quis entrar? Tava chegando da rua e a porta tava aberta. Vi que tinha uma luz fraca acesa e duas vozes masculinas conversando (Pausa, pressinto suspense) Aí botei minha cabeça e eles se calaram. O ar ficou pesado e eu comecei a entrar, senti um arrepio na nuca e de repente um mão estalou no meu ouvido perguntando se queria brincar de esconder… Mentira. Mentira descarada. Entrei correndo de frio pro apê (Ô coragem!). Só era o pessoal dando manutenção. Assim que a gente entra pela portinha antiga e pesada pra carái, o meu best friend forever me espera ao lado: o aquecedor.

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Aí também uma luminária de pé, porque não há luminária de teto. Coisa de lugar antigo. E tá vendo que ao lado dele, no cantinho da parede tem uma coisa grudada na parede? Gennnten, cês não tem noção que eu vivo com um cogumelo linnndo! Sério. No dia que em que a gente recebeu as chaves, o locador esperava a gente. Um brasileiro, paulista, gente boa pra caramba. Contato passado por uma querida amiga que super me ajudou nesta viagem <3 O Jean, locador, disse “Ó, acho que isso é de plástico.” Ooo fio, né não! E quem ia me ajudar a saber mais sobre o cogumelo? Aquele menininha fofa e cogumelenta: tirei uma foto em mandei pra Zi Das Coisinhas. ” Zi, me ajuda, isso é mortal?” Hahahhahahah Zi achava que era uma coisinha pequena, quando viu, ó o tamanho?! Mas assim como eu, achou lindo e batizou o cogumelo, ou melhor, a cogumela, de Étoile, “estrela” em Francês 😀 Na falta do meu trio de gatos, Étoile ganhou ares de bichinho de estimação. E isso no chão não é sujeira. É da Étoile.

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A carência faz é coisa, né minha gente…ô diaxo… Seguindo. Um sofá que vira cama (e xooxo que só) fica logo ao lado, na mini salinha-cozinha.

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E o dito cujo (com estas almofadas xoxinhas também) tá por aí porque por enquanto é inverno e as janelas de baixo ficam fechadas. Mais luminárias porque mesmo durante o dia, tudo é muito escuro, pra tirar foto é dose, pra não dizer, foda. Pra completar, toooodo o studio é pintado de cinza :/ Ao lado da pequena estante tem uma mesinha de ferro, preta só com dois lugares. E até agora não sei onde foi parar esta foto, minha gente. Prometo voltar depois com ela. Mas não tem muito segredo.

Em frente a ela a TV que tá sendo bom ver aqui pra descobrir como é a programação local e treinar o ouvido. Não muito diferente do Brasil. Os mesmos programas de auditório, de perguntas e respostas, de decoração, de culinária… Quase confundo. Um gaveteiro pras miudezas, uma poltrona e mais uma luminária. Repara que há portas nas paredes? Então, são pequenos armários já socados de coisas.

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Mais pra direita, a cozinha mini e que tenho adorado! Uma coisa que me encheu de expectativa pra vir aqui pra França foi justamente saber que teria tempo e voltaria a cozinhar. E vou botar no blog sempre que puder. E quando não puder compartilhar alguma receita, amigas queridas e de mãos de ouro vão. A cozinha é algo que gosto muito. Por menor que seja, ela é muito funcional. Fogão tipo cooktop esquenta bem, a pia com uma cuba grande e funda, com água pelando, quente, fria e congelante. A bancada imita pedra, mas é madeira revestida. Porém é muito fácil de limpar. A mini geladeira (que eu só vivo abrindo achando que é armário) e mais armários até o cantinho da parede onde tem o aquecedor de água. Só tô sentindo falta de um forno.

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Pra ir pro quarto e banheiro, uma escadinha estreita de degraus altos e de madeira escorregadia. Se a havaiana embolar, bicho, dê o estabaco no chão como certo.

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No andar de cima, logo em frente à escada, uma arara pra guardar casacos mais pesados, já que não tem guarda-roupa. Ainda bem que trouxemos bem poucas roupas pra cá. Em frente à arara, um ventilador e peça pra guardar outras roupas. E tu me pergunta pra quê o ventilador.. E eu te respondo que é pra tomar no centro quando for verão. Tooodo mundo fala que o verão nessa cidade é um terror. E como as casas não são feitas pra o verão, tudo vira um saúna. Espia só como vai ser.

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A peça aí em cima segura toda a onda. Tudo é guardado nela e a bichinha vai empenar de tanta coisa, nem fecha direito. A Tv monstruosa aguarda o novo locatário chegar no outro apê. Por enquanto vai ficando com a gente. Aí em frente, a cama gostosa, mas mole. Ao lado dela, outro BFF. Um aquecedor que agora, indo pra o primeiro mês aqui, a gente nem liga mais. Acima da cama, o tubo de ventilação do banheiro serve de prateleira pras trocentas toalhas que já estavam aqui.

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E o que eu mais gosto daqui de cima, a janela linda com a vista da cama. Muito amor!

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É muito lindo acordar e dá de cara com ela. Ok. Acordar em meio à noite ainda. No inverno, como agora, o dia amanhece pouco depois das oito e termina às 18h. Peeense num dia curto, cabra? Mefu. Logo eu que sou totalmente diurna, tô penando pra dormir, ainda não acostumei. As olheiras tão no pé.

O banheiro fica aí nesta portinha. É mini, mas também funcional. Meio de quina, ruim de limpar, confesso. Não tem bueiro, saída pra água escorrer como no Brasil, por conta do hábito europeu de não lavar muita coisa com água.

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O chuveiro é tipo ducha e não vou mentir que gostei. Achei muito mais econômico, mas não é limitado. A água sai forte também. A gente direciona tudo, altura, direção e pra lavar o box é ótimo. Também é bom até a gente acertar o ponto da água. Eu tiro daí, ponho virado pro chão até a água fervendo encontrar o ponto certo com a água congelante. Evito de me esturricar ou de virar coadjuvante de Frozen (Let it goouu, let it gooou) O box fecha apenas encaixando o côncavo com o convexo e não vaza nada pra fora.

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Tá sem graça? Tá sem graça? Quero dá cor? Quero dá cor. Eu tô falando que nem o Paulo Gustavo? Eu tô falando que nem o Paulo Gustavo. É que tô morrendo de inanição, amuris! Mas não é nosso canto, né gente? Penso medidas bem pontuais, pra amenizar a frieza e deixar nosso cantinho aqui em Paris um pouco menos impessoal. Mais nosso e cheio de carinho. A decor precisa ser mínima e que eu possa levar pra o nosso apê na Baêa. Mesmo sendo coisinhas pequenas, são e serão feitas aqui com cuidado. Pra fazer desta passagem por aqui, algo inesquecível. E elas já começaram. Um bisou!

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