Bate-Papo
21 de agosto de 2014

Parte II – Pra onde vai?

Acho que não vai, ela, a inspiração, fica. Tudo que a gente acumula fica guardado, intrínseco, se confunde e mistura já com nossas vidas. E ainda, é útil demais e pra sempre. Só tive esta resposta depois de muito pensar sobre a conversa e perguntas que me fiz no início do post anterior. Clica aqui e dá uma lida antes pra não se perder nesta continuação. Seguindo…

20 de agosto de 2014

Parte I – De onde vem?

A bendita inspiração? A ideia, o start? Há algum tempo conversando com marido, esse foi o principal assunto. Como nasce a inspiração pra algo? O papo foi super viajado, pra não dizer lisérgico, mas me inundou de lembranças boas e me fez perceber que tudo, tudo me influencia, me inspira. E de uma hora pra outra a ideia brota, te assalta e não sai mais da cabeça.

Meu ídolo mor muso maior, Lenine, em seu último trabalho “Chão” te pergunta na penúltima faixa: ” De onde vem a canção, quando já nasce pronta? Pra onde vai a canção, depois do som consumado, onde ela existiria?” É viagem demais minha ou você também aí se questiona como as coisas nascem dentro da gente e depois de pensadas, criadas, executadas, onde isso fica dentro de nós? Tem como melhorar, criar algo novo em cima disso que já foi pensado? Tô profunda, confesso. Citei Lenine de propósito, não só pela faixa em questão, mas pra dizer que se tudo me inspira, a música sem dúvida tem enorme responsabilidade e me ajuda a buscar resposta pra estas perguntas.

31 de julho de 2014

Pra guardar num potinho

Eu não entendia nadica do que isso significava quando no bom e velho Orkut tinha “Vou te guardar num potinho” como título de uma comunidade. A coisa era meio esquisita quando a gente buscava a descrição da bendita comunidade. Claro, eu, tardia em redes sociais, sempre a última a entrar e primeira sair ficava boiando por tempos. Mas depois entendi o que isso queria dizer. Quando alguém era tão bom, lindo, fofo, do bem deveria ser guardado em um potinho pra conservar tanta coisa boa e sempre que quisesse, a gente poderia ir lá e ter acesso a tudo isso. “Sim fia, mas tu quer guardar quem no potinho?”

Uma pessoa muito querida, mineirinha alegre, fã de cogumelos, uma amiga generosa que este mundo virtual me deu, quem muito me aguenta 😀 e uma fofura de nós todos! Relaxa, minha gente, não vou trancar a menina e deixar geral orfã de fofurice, mas diz se a Zilah não merece um potinho só pra ela? Ok. Ela deve tá rindo de mim agora. Eu deixo, Zi, vai.. <3 Mas esta impressão se confirma quando a gente clica logo de primeira no Dona das Coisinhas, blog onde ela escreve o que sente, pensa, observa, aprende e faz questão de compartilhar. Comigo não foi diferente. Conheci o blog da Zi pela Dani, uma outra queridona, quando esta apresentava o quarto da dona das coisinhas e a máquina Graça. Uma maquininha de costura reformada e pintada de vermelho com azul. Oxe, amor na hora. Adicionei mais um blog fofo na minha barra de favoritos e já foi.

21 de julho de 2014

Hora do Chá – Francine Lacerda

Romantismo e retrô arrematados por um toque artesanal e bem sofisticado. Estes são alguns dos conceitos que penso sobre a convidada da vez. A Fran Lacerda é dona da marca Francine Larcerda – Criações Têxteis e é quem toma um chá comigo hoje. Conheci a Fran por meio da Ju Padilha e foi mais um encontro que valeu muito a pena. Lembra de uma das minhas passagens por Sampa? Então, em uma dessas, depois de um almoço foi a Fran que me levou pra conhecer o Vintage, um café, restaurante e brechó na Vila Madalena lindo de viver. Relembra aqui!

A Fran é uma querida. Publicitária de formação é também Estilista. Gaúcha radicada em São Paulo, cria peças que deixam qualquer mulher mais bonita. Sério, sem pieguices. É que com o corte das suas roupas, impossível não ficar mais feminina, mais bonita, com aquela cintura marcada. Até eu que comi demais e tenho pedido a vida pra devolver além das minhas fantasias, a minha antiga cintura. A Fran além de produzir peças em tecido, crochê e tricô oferece cursos de modelagem e tricô, então, quem tá em Sampa perde tempo não. Você pode encontrar com ela todas as quintas, às 17h em ponto pro 5 o´clock coluna da sua Fanpage baseada no tradicional chá das 5 dos Ingleses onde ela fala sempre de alguma curiosidade ou novidade da cultura da Inglaterra. Acessa o site desta mocinha que parece boneca de revista vintage e aproveita!

30 de junho de 2014

Achados da Ju

E aí, minha genten? Como estamos por aí? Por aqui na velha correria e preparando uma nova lujinha pra vocês. Sei que o ritmo daqui, da Fanpage e do Insta deu uma diminuída, mas juro pra ti que foi necessário. Tem horas que vem tudo ao mesmo tempo e me faço aquela pergunta: “Por onde começo, hein?” Enquanto vou achando as respostas em meio a muito trabalho, queria saber quem aí conhece um dos últimos projetos da minha amiga Ju Amora?

É o Achados da Ju, onde ela reúne gente interessante com trabalhos diversos, vinda de todo canto do Brasil e do mundo. São sete artistas ao todo e ó eu entre eles? Me achando nos Achados! Mas como não comemorar esta escolha feita por alguém tão especial? Como não agradecer por tamanha generosidade? Pra quem acompanha o blog, sabe da minha amizade com Amorinha e todo sentimento que temos uma pela outra. Lembra do nosso encontro? Só fez confirmar o que pensava: por vezes me pego viajando, olhando pro alto e pensando em quem, por aí, em algum lugar você vai encontrar pra te fazer melhor, pra te deixar mais feliz? Loucura? Nem tanto, pois acredito que tudo está conectado. E foi por meio desta conexão e com uma em Confins que me deixou um bagaço, que cheguei à Amora. Que chegamos uma a outra e espero que o universo faça este encontro permanecer vivo até a gente ficar banguela <3

26 de junho de 2014

Hora do Chá com Márcia Marinho

Conheci a Marcinha há um tempo por meio do A Casa que minha Vó queria. Ela contribui com PAPs fofos de costura e decor pro blog e logo me encantei. A Marcinha é dona da Tem Colheita, ou Temco, blog e marca de costuras e foi a partir daí que fiquei mais admirada. Lembro que acessei o blog da Marcinha e em “prosas” onde ela escreve o que quer, sobre cotidiano, impressões, opiniões, li tudo, tudinho de vez. É sensível, simples, humana, generosa. Um coração giga e sorte de quem cabe nele. Além de tudo a Marcinha é o perfeito exemplo de disciplina e organização, o que titia aqui peca horrores. A moçoila organiza retalho de tecido por cor, tudo tem sua caixinha, cada pedaço, cada fio e por isso é uma excelente profissional, criando várias, mas digo, várias e várias peças em tecido, crochê e outros materiais. Desde pequenos brindes, a mochilas e mantas. Mas é na costura que o trabalho dela predomina com ideias lindas que quem é sensível reconhece a grandeza.

3 de junho de 2014

Da porta pra dentro e da porta pra fora

Foi assim: pedi a marido pra molhar o pé de manjericão que tava sedento. Marido pegou um copão com água e molhou a plantinha. A plantinha, o chão, a revista que tava perto e tudo mais. Me olhou com aquele ar de “ops, foi mal”. Mas na hora pensei que precisava de um regador pequeno pra facilitar a rega das plantinhas pequenas que tenho. Que são meu amores, pois adoro todas . Aí já viu, né? Foi surgindo regador de todos os tipos na minha cabeça, e amor pra lá, amor pra cá, regar, plantar, colher e tóiinnnn! Nasceu a ideia de desenhar um regador com corações.

A escolha da porta também foi automática, porque há tempos queria algo do tipo aqui no apê. Queria rabiscar paredes, mas com algo pra significar. E pensei que queria essa boa vibração, esse amor jorrando, caindo, escoando, da porta pra dentro e da porta pra fora. Pra quem chegasse e pra quem saísse.

28 de maio de 2014

Hora do Chá com Vivianne Pontes

“Ê fia, keide tu?” Oo minha gente, tô de volta aqui com um Hora do Chá super bacana! Demorei pra voltar depois de tanta coisa acontecendo, viagem pra lá, evento pra cá e os posts sobre isso não podiam esperar.

Eu te apresento agora uma pessoa altamente descolada. Quer dizer, tu e o Brasil conhecem, com certeza. Adoro o trabalho dela. A Vivianne Pontes é editora de um blog muito legal, o dcoracao.com, além de ser Jornalista e Designer de Interiores. É também colunista do Jornal Extra há quatro anos. Acho o trabalho da Vivianne super antenado, multi, poli. Como os crafters, profissionais de design, jornalismo e de outras áreas, óbvio, devem ser. É cheio de influências, facetas, permissivo e me identifico muito. Quando ela posta o que faz nas casas dos clientes, eu abro um sorrisão porque é o que muitas vezes penso pra um ambiente no que diz à técnica, possibilidades, experiências, tentativas. E como já te falei aqui, morro de preguiça de projetos quadrados. Isso, não é com ela. Este ano a Vivi montou seu espaço físico, onde trabalha com sua equipe em projetos e oficinas. Então, puxa uma cadeira e toma esse chá com a gente!

15 de abril de 2014

Na casa vizinha – Raul Santos

Eu tava doida pra inaugurar esta, digamos, seção do blog. O ” Na casa vizinha” sempre existiu na minha cabeça quando pensei no blog. É que sempre tive curiosidade sobre a casa do outro. O que tem nela, como eles pensam o espaço, quais acessórios interessantes e como é essa extensão. Porque pra mim é isso, um lar é a nossa extensão, um relato das nossas histórias, é algo autenticamente nosso.

Então, com ajuda de amigos e amigas sempre vou encontrando cantinhos bacanas pra dividir com vocês. Longe de mim buscar casas de novela pra compartilhar aqui. É casa de gente real onde muitos detalhes, mesmo que pequenos e sem importância pra muitos têm um significado enorme para outros e foram construídos com muito carinho. Agora quero apresentar pra vocês, o Raul.

Quando comecei a pensar em o que escrever sobre o Raul, me vinham sempre à cabeça, histórias como as de Pedrinho do Sítio do Pica Pau ou João Pé de Feijão, alguma que tinha um menininho, peripécias e uma relação forte com a natureza. Eu e minhas viagens psicodélicashistóricasporaí. A fama do menino já era grande entre os amigos e amigas, até que uma delas que amo muito, tratou de me aproximar do Raul. Quando o conheci pensei: “Ah, qué qué esso minha gente, isso é exploração do trabalho infantil, vou denunciar” porque ele tem mesmo cara de menino sapeca que corre atrás da prima na fazenda com um badoque na mão 😀 E mesmo com o pouco contato, vejo que esta é a filosofia de vida do Raul e de quem o cerca. Não correr atrás dos outros com badoque, mas de tá sempre próximo da natureza e do que ela oferece. Cachoeiras, trilhas, pé descalço e essas coisas boas. Desta vida que tantos buscam e que ele tem de graça. De valorizar o que é produzido pelas mãos e com cuidado.

31 de março de 2014

O que esperar quando você não estava esperando

Aí que depois de vinte anos, mais gorda, flácida e com menos cabelo, eu tô na expectativa pra ver uma novela. A última vez que isso aconteceu eu tinha nove anos e a novela em questão era Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro. Às 18h eu marcava ponto em frente à TV, depois de voltar das aulas de piano. Chegava em casa, esperava por mainha que voltava do segundo turno de ensino numa escola da periferia. Ela corria pra cozinha, ligava o rádio pra pegar o final do “Momentos de Amor” programa que um locutor massa apresentava. Mais tarde seria amiga dele de profissão. Enquanto não chegava a hora da novela, ela fazia o café e fritava banana. Este aroma delicioso tomava conta de tudo e quando o sinto de novo é aquele aperto no peito de coisa boa, sabe? Um misto de fome, saudade e amor. Depois de tudo pronto, a gente corria pra ver Ruth escovando aquele cabelo dhyvo e Raquel arrastando a sandália pela casa com o típico batom vermelho vilã.