18 de fevereiro de 2016

Colônia del Sacramento pra encerrar o passeio pelo Uruguai

em Roda, menina!

Ai que saudade. De escrever mais sobre mais uma viagem sabendo que é o último post dela. Resolvi encerrar com Colônia del Sacramento por ser um lugar bem… hum… “coração”. Sei lá, criei esse conceito há pouco.

Ficamos em um apê dos deuses dentro do centro histórico de Colônia, pelo Airbnb. Como já não morrer de amores? Cadeiras Eames… <3

1

A primeira impressão de Colônia é de se surpreender, até mesmo na entrada da cidade. É muito arborizada. Árvores plantadas com distâncias iguais e da mesma espécie.

5

A gente vai caminhando pelas ruas de pedra e topando com construções e ruínas delas, dos fortes, das muralhas. Vamos entendendo um pouco da história do lugar.

6

Ela é muito fofa. Assim que chegamos, descemos os quatro, direto pra rua, subindo e descendo as ladeiras. E bem pertinho do apê… o Rio da Prata.

3

4

Aprendi que Colônia Del Sacramento é uma cidadezinha de encantar, capital do Departamento de Colônia. Fica às margens do Rio da Prata que mais parece um mar. A duas horas de Montevidéu e pertinho de Buenos Aires também. O centro histórico é patrimônio da UNESCO. Fundada em 1680, Colônia era alvo de disputas entre Portugal e Espanha devido a sua ótima localização. Tendo o Rio da Prata com saída/entrada pra o Oceano Atlântico, o comércio poderia ser facilmente escoado pra o resto do mundo por ali. O Brasil entrou muitas vezes nas batalhas porque era por ele que Portugal fazia as negociações.

8

Foram décadas de disputas, de guerras. A cidade ia sendo construída e destruída. Algumas ruínas estão no lugar até hoje como as do Convento São Francisco Xavier e o Farol. Dá pra subir no Farol pelo equivalente a quatro reais e de lá observar a cidade liiinda! Se você tem medo de altura, repense, porque é alto mesmo e o topo final é bem apertadinho. Mas vale muito ir!

9

10

O clima é gostoso, morno durante o dia, fresco à noite e adoro isso. Tudo no seu limite, mais que agradável. Pelo Rio da Prata se chega em Buenos Aires também, por meio de uma barca em pouco tempo de viagem.

Colônia, tão disputada, acabou virando durante tempos um grande ponto de contrabando também. De escravos e de produtos. Uma das ruas mais conhecidas do período é a Calle de los Suspiros e me lembrou muito Igatu, na Chapada Diamatina, aqui na Bahia. Outro lugar divino que todo mundo deveria conhecer.

11

Pelos historiadores, há várias teorias pra origem do nome, uma delas é que a rua era o lugar onde os moçoilos iam satisfazer os seus prazeres, humm… Nela, também há construções, lado a lado, de casas portuguesas e espanholas. E todo mundo quer passar por lá.

12

Mas se ela tem partes históricas bem antigas há tantas outras mais novas, bem fofas e com cada decor…

13

Não tem como não morrer de amores por Colônia. Antes de ir, li sobre os carrinhos antigos que ficavam parados na rua, servindo de um tudo pro lugar. E servem mesmo. É como uma afirmação. Eles não são destruídos por estarem velhos, ficam ali, dizendo que já funcionaram e que fazem parte de história.

15

A noite vem chegando e a cidade fica mágica… Luzinhas pelos restaurantes e pelas ruas do centro histórico.

14

17

A cidade é pequenina, talvez no máximo dois dias sejam mais que suficientes pra conhecer Colônia. Esta noite foi muito, muito boa. As lojas que também são galerias de arte me deixaram sem palavras. Saí anotando nome de tanto artista pra ler, conhecer… Visitamos o Almacen La Carlota, lugar mais que recomendável pra voltar com as boas lembrancinhas.

23

22

Depois das guerras, Colônia ficou um bom tempo sob o domínio Português e só em 1828, depois da Independência do Uruguai, virou parte desse país.

No outro dia, alugamos um carrinho elétrico, atravessamos a cidade. Pegamos essa dica com um casal de brasileiros e é super válida! O carrinho é muito massa, seguro e o trânsito o respeita, melhor ainda.

29

No trajeto a gente cruza com a Colônia mais moderna. Foi assim que conhecemos o trabalho do artista Daniel Barbeito que fica pelos muros da cidade e por tantos outros lugares.

19

Como neste Café onde paramos.

21

Além do Barbeito, outros artistas deixam Colônia ainda mais atraente.

20

De Colônia, voltamos pra Pelotas, ou melhor, pra famosa praia do Cassino, que beleza! E depois, nossa Baêa. E eu só posso agradecer a todos os amigos queridos e ao universo por dias tão bons de férias. Conhecemos pessoas bacanas que nos deram sorrisos e mais sorrisos! Dias pra lá de inesquecíveis!

24

Em tempos de diálogos escassos e desse empobrecimento de escuta também, conhecer o outro é mesmo o melhor que podemos fazer pra sermos generosos, mais sábios, menos egoístas e menos cheios de estereotipias. Uma filosofa que adoro, a Márcia Tiburi, certa vez citou um livro em um dos seus textos que dizia que “Viajar é ler”. E ambas as formas são as melhores pra adquirir conhecimento, não? Mas é o conhecimento do outro que falo. O exercício de alteridade mesmo. Somos melhores porque somos diferentes, mas ainda não sabemos disso. E quando a gente se aproxima das nossas diferenças com respeito e amor, realmente nos tornamos mais.

Nossos anfitriões foram os melhores que podíamos ter! Fanzita e Brunão, dois corações sensíveis, abertos, inteligentes e alegres! Nos deram as melhores condições pra esta viagem, conforto, carinho, histórias… E ainda, a gente finge juntos que somos banda de rock pra tirar foto. Não dá muito certo, confesso… 😀

28

São positivos, dispostos e bobos pra rir. Os pais, Antônio Sogrão, Márcia, Dona Bete e um pontinho de luz chamado Volmar passaram açúcar nestes dois. Tiram as nossas melhores fotos, com as melhores poses!

30

E eu agarro mesmo. Aperto, cheiro e ainda dou beijo melado se tiver bêbada no elevador hahaha26

Digo que nos reencontramos em Paris e é daqui pra frente. Nossos queridos, obrigada por tudo e sempre! Agora esperamos vocês aqui na Baêa!

25

E eu, mais uma fez, comemoro mais um passo nesse espaço. Sabendo que ele é miúdo e é meu. E quero muito continuar descobrindo mais sobre ele.

16

Beijos e até já! Com muita decor, hein?

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha