28 de agosto de 2015

Como é a Vitrola Crosley Cruiser?

em Jornalistando

Sábado, até hoje, na casa de mainha é dia da boa faxina. Como toda família musical, acho que muito por sinal, não podia faltar aquele sozinho embalando tudo. Mas ninguém é profissa, não. Musical no sentido de não viver sem música e tirar um som. Na verdade, cresci com mainha ligando o rádio da cozinha antes da sete da manhã e com a voz rouca de professora da labuta, cantava e cantava. Aliás, isso é desde que a gente nasceu. Por que, pra poupar a garganta, ela não cantava pra ninar a gente enquanto bebê. Botava uma fita k7 e embalava minha irmã ao som de Chico Buarque e eu, Elis Regina. Minha irmã nasceu Carolina e eu virei uma pimenta agitada. Painho também tem o borogodó. Aprendeu violão só, toca simples sem pretensões, mas tem um vozeirão e lembro bem quando cantarolava os ritmos da Jovem Guarda depois de tomar umas. Tá bom de voltar, meu pai, mesmo sem tomar uma. Aí vai eu no vácuo aprender um pouquinho de piano ali, violão acolá, canto e é assim que a música nunca saiu da nossa família. Minha irmã é a atração humorística principal no vocal. De ensurdecer 😀

Fitas k7 e vinis sempre estiveram por ali. Rádio antigo e vitrola, essa coisa gostosa dos tempos bons que permanecem na memória afetiva. É claro que sempre quis isso pra mim quando tivesse o meu lar. Sem intenção nenhuma de montar um aparato com aparelhos musicais de alta tecnologia. Apenas poder tocar os discos e não perder o que de gostoso a gente sempre teve. Daí, conheci a UrbanOutfitters que tirou a minha paz. Fundada em 1970 na Filadélfia, a marca é hoje uma das maiores empresas do mundo. Trabalha com conceitos arrojados na moda, decoração, lifestyle.. enfim, uma multimarca cheia de identidade. Em uma espécie de parceria com a Crosley, a UO lançou  as famosas vitrolinhas portáteis em maleta pra amor geral da nação nostálgica, que gosta de um bom som. A vitrola Crosley Cruiser é um boom de vendas e aqui no Brasil é vendida pela Walmart.

O design retrô e moderno traz ainda mais conceito à decoração e não tem quem não se derreta. A própria UO sugere como usá-las na decor. A ideia de montar um cantinho com caixotes é simples, bonita e fácil de fazer. Nichos em madeira mais pés do mesmo material e voillà! Os pés palito podem ficar lindos também e dá pra comprar na loja virtual Casa de Criação Avó Queria.

24Se não tem tant0 espaço, uma pecinha, o velho “criado mudo” (odeio esse nome) também serve. Vale repaginar o bichinho tacando uma cor, hein?

26A Liz, do Delightfully arrumou um cantinho na casa com mesa de metal e fez dos vinis, quadros.

25Eis que prestes a completar 15 cof cof anos multiplicados por dois mais um, ganho a minha! Laranja, ainda, a que sempre quis, depois de uma promo mara na Walmart. Até pensei em trazer da França, mas o excesso de bagagem já excessivo 😀 não deixou. “Mas sim, minha fia, é boa ou não é?” Tô adorando, só te digo isso. É uma maletinha mesmo, assim, ó. Pés em plástico pra sustentar e proteger o contato e alça em couro, assim como toda a capa dela. É pequenininha, em estrutura de madeira e plástico por dentro, bem delicada, por isso, cuidado. Tem cerca de 36 cm de largura por 25cm de comprimento. Caixinhas de som na frente. A cor é um pouco mais clara e forte diante da que via pelas fotos.

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10Aceita USB, muito importante pra quem quer digitalizar os vinis. Atrás, da esquerda pra direita: entrada auxiliar de 3.5mm; as saídas para cabo RCA que permite plugar a vitrola em caixas de som e mais; as entradas do conector CC, onde ligo o adaptador que já vem com ela, à tomada.

17Com ela além do manual de instruções em inglês, francês e espanhol, os dois adaptadores.

16O menor, AC/DC diz as indicações e voltagem de origem, digamos assim. Não uso esse.

15Utilizo o maior, adaptado e apropriado pra 220v.

14Pluga atrás.

17Além dos adaptadores com fio, a vitrolinha vem com um adaptador pra o toca discos em formato 45 RPM. É em plástico e macio.

13O botão liga-desliga é o mesmo do volume e fica perto do conector de fone de ouvido.

11Há chave com a opção de controlar a velocidade da rotação do disco e também a chave “Auto stop”. Em “On” você escolhe deixar o disco girando apenas quando movimenta o braço e em “Off” o prato já fica girando assim que liga. Eu uso em “On”. E por fim, a alavanca pra o braço. Desce na maior delicadeza até tocar no vinil. A agulha é muiiiito miúda, por isso, delicadeza. Essa estrutura é toda em plástico e metal, um pouco frágil, então tenho bastante cuidado no manuseio.

12E o bendito som? É bom e tô adorando, de verdade. Preenche o nosso ambiente, sala, cozinha e quartos com volume agradável e que gosto. Vale lembrar que a depender do vinil, o som diminui e até onde sei, muito mais por conta da gravação do próprio disco do que da vitrola. Ouço “Miltons” de Milton Nascimento e o volume é mais baixo. Já “Luz” de Djavan soa forte, potente pra mim na medida certa. Mas se ainda quiser mais volume, com a opção dos plugues RCA você pode conectar à caixas de som e dá potência ao volume pra uma festa em espaço pequeno, por exemplo. A agulha não pula, claro, só quando o vinil tá arranhado ou sujo. A Walmart também vende a agulha.

E o que tem de ruim? Achei duas coisas: a maleta precisa ficar escorada em algum lugar pra ficar aberta em 90 graus. Não há nenhuma trava pra isso. Além disso, o som que sai pelo fone de ouvido quando conectamos o fone é bem baixo. Testei com mais de um fone e com mais de um disco.

Mas mesmo assim, a satisfação é muiiiito maior. Agora tô ouvindo tudo que permeava minha infância e minha vida com meus amores <3 Acho que pra quem é muito exigente ou trabalha com música não gosta muito dela, já li relatos. Mas pra mim, tá perfeita! Aqui uso assim, no aparador feito em pínus, suuuper barato e customizado em uma oficina do Casa de Colorir.

18A prateleira tá entupida de livros que trouxemos, mas já já vou arrumar pra trazer os vinis pra ela.

20E volto já pra te trazendo novos detalhes da minha decor. Por enquanto é isso. A Crosley Cruiser virou o nosso xodó e não para de tocar! Beijos!

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