30 de março de 2016

Como pintar um telefone antigo

Em Feito à mão

Não. Não. Eu não quero. Eu não qu… ok, mas eu vou. Vou dar razão pra minha irmã. Quem tem irmã mais velha sabe como elas/eles fazem vários “agrados” com a gente, né. É apelido aqui, outro ali… E minha irmã adora me chamar de anta. Tadinho do animal, todo lindo, nem merece isso. Mas ó, eu fui mesmo a maior cabeça de vento. Só essa semana topei com estas fotos de quase cinco, cinco anos atrás. Tô trocando de computador, daí é backup aqui, backup acolá e toinn! Encontrei essa pasta. Nem pensava em blog, mas seguia por aqui em off fazendo minhas artes desde sempre. E justamente por esta falta de compromisso, vai faltar foto desse processo, mas eu te digo como pintei meu telefone antigo <3

Ganhei da família do meu pai que tá em Sampa. Eles tinham este Ericsson oitentão funcionando perfeitamente, mas não usava o bichinho. Nesta época, há quase cinco anos, pai e mãe estavam por lá cuidando da saúde do velho Mota (Meu pai já teve um câncer :/) Mas tudo bom, tudo bem, eis que o telefone chega aqui em casa e quase mooorrro de amor! E claro, ele ia cair na tinta.

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Não lembro exatamente, mas já tinha um restinho desse esmalte sintético. E não adianta, tentei lembrar o nome específico desse azul e não consegui. Mas então, vou puxar da memória o que eu fiz. Desmontei o telefone quase todo pra poder limpar alguns cantinhos. Primeiro com um pano úmido com sabão neutro e depois, um algodão com um pouquinho de álcool.

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Ah e pincel pra tirar a poeira de aaaanos encostado.

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Depois daí, lembro que apliquei com rolinho de espuma, um primer pra metais e plástico. Super baratinho e comprei em papelaria mesmo, recordo. Algumas marcas vendem 7 em 1, tipo, um produto pra sete aplicações em superfícies diferentes, desde cerâmica à resina. Então, apliquei nele todinho. E em algumas partes, com pincel. Ia alternando, lembro bem, porque o rolinho vai tirando os desenhos que o pincel faz e eu queria a superfície mais lisa possível.

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O primer fica parecendo uma camada de plástico mesmo, então nem deu pra lixar pra ter um acabamento bem lisinho. Lembro que vi esta dica em um blog de costura bem fofo, mas não lembro mais de quem era, tem tempo… A menina tinha pintado de vermelho e tinha ficado lindo. Mas o que me agoniava era mesmo a marca de pincel/rolinho. Mesmo assim, fiz a primeira camada.

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Depois daí não teve mais fotos. Eu sei, eu sei, vacilona eu… Mas seguinte: depois de dar a primeira camada de tinta, levei a lata ainda suja de tinta pra Seu Carlos, parceiro do laqueamento de móveis. Ele fez a mesma cor, mas com outra base, já que pra laquear móveis e objetos a base é outra: Laca, tinta automotiva ou P.U (base de poliuretano). Como já havia feito uma base espessa na peça, ele disse que não teria problema aplicar por cima e não teve mesmo! Protegi as partes que não seriam pintadas com fita adesiva e Seu Carlos aplicou mais duas demãos pra mim no telefone. Ficou tooodo bonitinho.

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Isso de levar o telefone até ele foi só porque quis reaproveitar o restinho da tinta que tinha aqui pra fazer a base. Se o telefone chegasse hoje aqui na minha mão, já teria pintado diretamente com tinta em spray, sabe? Faria a base com tinta branca primeiro, depois viria com a tinta em spray da cor que escolhesse e pra finalizar, uma camadinha de leve de verniz também em spray. Mais prático, rápido e acabamento lisinho. Outra opção é pra quem já tem o compressor em casa e já se aventura pela pintura. Por enquanto este item-sonho vai ficar distante deste apê pequeno e sem varanda onde moro. Pera… seguraê… vou ali fora sentar no meio fio e chorarrrr 😀 Ainda tenho um espaço pra eu tocar o terror, sério.

No fim das contas, com poucas fotos e projeto de aaanos atrás, o telefone tá lindão ainda, funcionando super bem. De lá pra cá só passou por um revisão e segue firme por aqui, adoro demais! Bj, gente!

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