5 de setembro de 2014

Reformando a nossa salinha

em Decoração

Esta semana te mostrei a reforma do banco que berrava: “Ai, mamita querida! Yo no quiero ese color!” Tasquei uma paleta com a minha cor favorita, verde e uma que usava muito pouco, cenoura.

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A reforma foi o ponta pé inicial para as mudanças em parte da sala. Ela tava da mesma forma desde que compramos o apê, com paredes quase vazias, quadros passeando fora do lugar. Mais sem graça que a top model magrela do Zeca…

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A antiga mesa de vidro quebrou no meu colo. Sério. Ainda bem que não feriu meus cambitos bronzeados. Depois daí, encomendei a um carpinteiro gente boa, na zona rural daqui, esta mesa com pé em X como a gente queria. Grande e comprida, ela iria quebrar um galhão. Fora que a gente queria este ar de casa, aconchego que só a madeira traz. Amo de paixão este material. Desenhei cadeiras delicadas como as do modelo Texas, da Tok & Stok.

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Como aqui não tem a loja e o custo do frete pra cá, nesta e em outras lojas saem mais caro que o próprio produto, resolvi encomendar. Mas ele empolgou e pesou o braço no formão, as cadeiras saíram grandes, meio grosseiras e ele ainda meteu bolinha pra todos os lados. Quando vi soltei um “quén, quén, quéénnn” mental. Mas trouxe pra casa assim mesmo. O bichinho tinha me recebido com um sorriso tão grande, que amoleci. Enquanto isso elas vão ficando assim até a gente poder trocá-las por nossas cadeiras xodós, como as Eames DKR em acrílico translúcido. É uma excelente parceira da madeira.

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Ou então, outra xodó, colorida, delicada e super prática, as do modelo Lapa, da querida Meu Móvel de Madeira.

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Depois de ter dado um jeito no banco, passei para as paredes. Antes, foi preciso retirar as prateleiras do lugar e tampar com massa corrida os trocentos buracos que fiz na parede “infurável”.

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Resolvi dar uma cor nas paredes, um cinza claro pra ressaltar tudo que tivesse perto dela. Escolhi bons produtos. Na ordem: 1 – Pigmento preto. 2- Fundo preparador pra parede. 3- Tinta pra parede branco neve. 4- Massa corrida.

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O Fundo é excelente e já falei dele aqui quando montei o Ateliê. É um líquido, como uma água esbranquiçada e ajuda a tinta a aderir na parede. Tirei uma foto contrastando com a luz pra você ter uma noção. Fica tudo transparente, com um leve brilho. Depois daí, foi a vez de isolar a parede com fita crepe usando o truque da massa corrida que aprendi com a Anéénha do ACQMVQ. Com um pincel, fiz a moldura de tinta.

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Cai na bagaceira, minha gente, põe a roupa mais velha que tiver e aproveita pra se melecar sem medo. Essa é a hora. Eu sempre me permito sujar, sem frescurite, mesmo fazendo charminho, fingindo que sou delicada e usando meu avental querido que ganhei na oficina do Casa de Colorir 😀 <3

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Tudo isolado, comecei a pintar. Peguei um rolo dos grandes, mas quando o bicho encharca, minha munheca não aguenta. Pesa demais, mesmo com a ajuda de um cabo e até o sovaco começou a ficar dormente. Eiiita que parei na hora! Troquei por um rolo menor, sabendo que ia demorar mais, mas ia chegar com os dois braços até o final. Comprei uma galão de 3,6L e ainda sobrou. Usei cerca de 2L. Medi num balde pequeno que tenho, no olhômetro. Algumas gotinhas foram suficientes pra surgir o cinza discreto e também foram suficientes pra eu viajar na maionese nas formas psicodélicas da tinta.

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Primeira demão dada. Mas pra ficar do jeito que queria, foram 3 e um dia pra secar bem, pois aqui faz frio pela manhã, calor à tarde, frio à noite, escalda de madrugada.. Nem a parede entende tanta mudança de temperatura.

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Gentchy, eu não sei vocês, mas eu não consigo pintar da forma tradicional, fazendo movimentos em “W” na parede. Faço movimentos retos, pra cima e pra baixo e vou abrindo um pouquinho pra direita. Crio linhas horizontais imaginárias até onde meu braço vai e sigo pintando com a ajuda do meu master uber blaster friend: um banquinho.

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É só esperar secar e corrigir mais furos e outras imperfeições. Olha o cinza como é discreto e mesmo assim, dá um detalhe a mais? Depois de uma tarde inteira e início da noite de trabalho, apaguei e dormi. Caí direto na cama assim, podre. Rá! Mentchera, zamuris. Titia é limpinha 😀

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Agora começa a parte mais gostosa. Reinstalei as prateleiras e comecei a organizar as nossas coisas. Nelas, nossos vinis preferidos, alguns livros, minha Peperômia que roubei de mamain e já tá na segunda muda, além de fru fru nossos. Abaixo delas, a parede recebeu os quadros que fizemos. As fotos feitas por nós mesmos, os quadrinhos vintages que te mostrei esta semana e a plaquinha de bichano, um mimo que comprei com a Toda Coisinha da querida Zi.

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Alguns amigos já perguntaram sobre estas fotos e eu te conto. Há tempos vi a decor da casa do nosso muso, Gilberto Gil. Em uma das salas, há uma foto dele e da Flora, mas apenas das bocas de cada um. Achei a proposta delicada e divertida, daí fizemos a nossa versão. Marido fez a minha e eu tirei a de marido. Nota-se que ele tá com um sorriso enorme mostrando os dentões. Conclusão: eu tinha falado alguma gaiatice.

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Na outra parede que forma um “L”, mais arrumações. O trio de casinhas perfeitoooo que comprei com a Anéénha dá todo um up na parede. Eu já tinha decidido colocar laranja no banco, então, comprei as casinhas baseada nisso. Nelas coloquei a câmera de marido, minha maquininha de ferro que ganhei de uma amiga e na outra, outra câmera fotográfica em resina. O “Alegria” inspirado pela minha BFF Daniela Mercury que fiz com papel e spray. Tá achando esta história esquisita? Já te contei aqui, ó.

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Além disso, mais fotos lindas de marido, um pôster clássico do Chat Noir amado que ganhei de uma amiga querida que foi à Paris. Outra foto de passos na Champs Elysées feita por outra amiga artista plástica. Um par de forma de sapatos pintado pra lembrar de quando meu pai costurava calçados, o bordado de vovó que virou quadrinho (já te mostrei também). E as molduras reformadas que voltaram a ser espelhos. Já te mostrei. Vixe, mas eu te mostro é coisa, né?

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A parede se encheu de coisas nossas, que nos contam e lembram boas histórias, boas pessoas, que amamos. Mais pessoal, mais nosso, impossível. Ia fazer duas almofadas pra amenizar o assento reto-quebra-cóccix, sem ergonomia das cadeiras. Mas aí, fui a Le Biscuit comprar um vasinho pra flor e toinnnn! Meus cílios quase caíram de tanto amor! Encontrei estas duas lindas, com cores vibrantes que super casaram com o que já existia. Mesmo não sendo do formato exato do assento, servem. Voltei pra casa com elas e o com o vasinho verde limão.

14E cabô, minha gente! Olha mais foteenhas!

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O cantinho vai ficando assim, alegre e tropical como a minha Baêa! Um beijão e espero que cês tenham gostado, porque eu adorei dividir mais uma história com vocês <3

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