25 de agosto de 2015

Dicas de Paris – Parte I

em Roda, menina!

Ei, delícias queridas que passam por aqui, lembrei de algumas dicas legais pra compartilhar. Algumas. Porque foi tanta, mas tanta coisa…Impossível conseguir colocar aqui tudo. “Ô minina véa ruim..” Né não, gente, oxente, imagina se vou ser má contigo? Muahaha Tô brincando, ó, mas lembrei de coisa muito bacana, aquelas que podem te ajudar de alguma forma a se virar melhor por Paris e como evitar desperdiçar grana (é, porque o euro não ama ninguém) além de algumas pra te ajudar a ver Paris diferente, fugindo um pouco do olhar turístico. E se por acaso vir que esqueci algo, vou atualizando o post, então, se for viajar pra lá, passa aqui antes, hein? Foram dicas que vivemos, outras descobrimos e tantas outras que os amigos nos deram. Primeiro, aquilo que é difícil conseguir mais barato:

MORADIA E HOSPEDAGEM

Não adianta, é mesmo preciso desembolsar uma grana pra se hospedar em Paris ou alugar um canto. Ouvimos dos próprios parisienses e sentimos como esta área é superfaturada, mas você pode encontrar lugares legais com uma diferença de preço pequena, mas que ajuda o bolso. Hotéis fechados por antecipação pelo Booking podem ser uma boa, usamos por várias vezes o serviço e adoramos. Além das hospedagens pelo Airbnb que também usamos em e foi maravilhoso. Já pra morar por mais tempo, há as imobiliárias por exemplo, mas é tanta burocracia pra estrangeiro e preço alto, que desistimos.

Passamos por dois lugares, dois studios em seis meses vivendo em Paris e alugamos depois de contatos com os amigos. O primeiro, um studio pequeno no caro Saint Germain des Prés por meio de um grupo de brasileiros que moram em Paris e trabalham com aluguel de imóveis. O preço era salgado, ainda pagamos energia por fora e a localização não era a nossa cara. Vale lembrar que estes contatos foram muito facilitados por conta da nossa condição de estudantes. Tem gente que estuda há anos lá e contatos de aluguel rolam soltos pelas listas de e-mails do grupos.

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Com a ajuda de uma amiga que trabalhava temporariamente intermediando locações, mudamos para outros studio maior, melhor, mais novo, melhor localizado diante do que queríamos e com uma boa diferença no preço. Foi no Cadet que nos apaixonamos por este studio, nome que se dá aos apês pequenos em Paris.

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Nos dois há o pagamento de uma caução que foi acordada com os locatários. Conseguimos de volta as duas, mas a primeira, só depois de muiiiiita dor de cabeça. O bacana é se você tem alguém que já alugou, enfim, qualquer contato e um vai puxando o outro. Mas não se espante, é mesmo muito caro se hospedar na cidade mais visitada do planeta.

Ela é segura, claro, diante do nosso pais, mas não é bom vacilar. Há bairros considerados melhores que outros, normal, mas gostei muito justamente dos mais afastados. Também dos mais populares, com um número maior de imigrantes e estes foram os nossos preferidos. Se morasse em Paris de novo, moraria em Montmartre, no 18º arrondissement. Parte alta de Paris, vivo, mais simples e tão charmoso, onde os artistas e grande boemia se reuniam, onde existiu o cabaré mais famoso de Paris, o Chat Noir. Sabe aquela imagem clássica de um gato preto em um anúncio de evento que é vendida como poster? Uma que eu tenho e amo na sala? Pois é, é muito mais que só uma imagem. Prometo te contar a história do Chat Noir, um cabaré que foi  local de festa, tendo um papel social e político em Paris, além da importância pra arte e jornalismo da época. Ainda hoje, um outro cabaré importante também funciona, o”Au Lapin agile” ou “A lebre ágil”.

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TRANSPORTE

Cara, Paris tem um sistema de transportes mais que bom! O metrô é ótimo, o buzu também, trem regional e internacional e o “bondinho” enfim, difícil reclamar. Só mesmo no verão, porque, viu…. Haja fedor. Sem falar nas ciclovias e nos carros elétricos pra alugar. Os pontos das bicicletas e dos carros ficam por várias ruas e você pode alugar ali mesmo por meio de um guichê eletrônico e depois de usar, pode devolver no ponto mais perto de você.

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Usamos bem o metrô, ônibus e as bikes. O metrô corta a cidade toda. São mais de 300 estações, mais de 200 km de linha, 14 linhas grandes e 2 pequenas. Há guichês eletrônicos espalhados por cada estação e você escolhe se compra bilhete único por 1,70 ou vários. Lembrando que há a opção de tarifa normal, que é a que a gente deve comprar ou tarifa reduzida (crianças e idosos). Caso você seja pego usando um bilhete de tarifa reduzida sem fazer parte do grupo que a tarifa cobre é multa na certa. A fiscalização aparece quando você menos espera, na saída de algumas estações. E na hora de comprar bilhete de metrô, cuidado. Tanto em Paris como em outras cidades da Europa, aparece gente sacana pra te roubar mesmo, enquanto você compra.

Mas como ficamos por um bom tempo, fizemos o Navigo. Por 70 euros por mês, o Navigo é um cartão que cobre Paris e outras cidades próximas. Escolhemos este valor que nos deu direito de utilizar o metrô nas áreas um e dois. E nos finais de semana, fica liberado então, já viajamos de metrô pra cidadezinhas do interior <3. Além disso, você pode usar seu “Navigô” em ônibus que vão até a sua área. Você pode fazer o cartão em algumas estações específicas. Fizemos na estação Odeon, linha 4 e você faz tudo na hora, já saindo com seu cartão.

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Imagem da RATP

Pra viajar pra fora de Paris, você pode consultar e comprar pelo site da SNCF a Société Nationale des Chemins de fer Français. Aí vai te dar todas as opções e valores de como viajar pela França e fora dela de trem. Há as estações grandes com conexões para trens que são as Gare (lê-se Garr) Como a Gare de Lyon, Nord, L’est.. Viajar de ônibus também é uma ótima opção. Buzão novo, confortável com Wi-fi e barato. Ir de Paris pra Londres pode custar 28 euros, Paris pra Amsterdam, 14. O site da Idbus têm todas as informações também. Ah! Última dica! Baixar os aplicativos pra se virar pelo transportes parisienses é uma mão na roda. Usei muito o Paris Metro Map mas tem o da RATP pra metrô e ônibus também.

TÁXI e UBER

Pegava em último caso, último mesmo, sei lá, pra ir pros aeroportos em horários que o sistema de transporte não funcionava ainda ou já estava parado. Paris tem essa coisa de parar ou fechar tudo 1h da manhã. Uber fica mais barato que táxi e claro que rola tensão entre as duas classes. Mas evitava ao máximo pegar, principalmente só.

 

COMIDA

Não é barato comer em Paris. Ao menos eu não achei. E a gente confirmou isso comparando os preços por outros países. Berlim e Madri ganharam como as mais baratas. Pra quem tá acostumado com frutas e legumes com preços bons nas nossas feiras, se assusta quando vê uma manga, brasileira, custar 9 euros o quilo… cri cri cri…. Em compensação, o que nos é caro aqui como as diversas frutas vermelhas divas é acessível lá. Os queijos, massas, vinhos e outros itens também. Uma opção legal é ir às feiras dos bairros ou comprar do pessoal que fica na porta dos metrôs com pequenas banquinhas. Geralmente, são os simpáticos argelinos ou indianos. Era onde a gente mais comprava. Há redes bacanas também pra comprar pratos prontos e bons, com preço justo, como a Picard. Mas são MUITAS as opções de comida da Picard e são deliciosas, sem gosto de comida congelada, te juro! Vale comprar o prato principal e você cozinhar os acompanhamentos, por exemplo. Viu este símbolo tipo “Frozen” é a rede. Sabia da Picard antes de ir por uma amiga querida e te juro que é mesmo muito bom!

Imagem: Posted in Paris

Imagem: Posted in Paris

Há Monoprix, Franprix, Carrefour que também vendem pratos prontos, mas achei mais caro. E se tiver longe de uma Picard e quiser parar pra comer em restaurante e a grana tá curta, e bom comer em qualquer restô italiano que o preço é razoável e se come bem. Uma pizza inteira por pessoa por cerca de 13 euros. Ainda assim achei esse preço bem marromenos pro bolso, mas eis que surge o nosso preferido e super bem localizado. Nossos amigos descobriram e nos deram a dica e de lá pra cá, comemos MUITO no Snack Rivoli. Pratos enormes com massas suuuper saborosas por 6 euros. Ô, maravilha! Mas serve saladas, paninis crepes, bons drinks também. É aquele lugar que você vai esfomeada depois de horas batendo perna por Paris e senta pra comer com gosto e sem dor no bolso. O lugar é pequeno e fica na Rue du Rivoli, a famosa. Pertinho da prefeitura, Hôtel de Ville. Se pegar o metrô Hôtel de Ville, só é caminhar alguns minutos e chega lá.

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Se uma vez ou outra quiser experimentar comidas de várias partes do mundo, o lugar certo é o Marché des Enfants Rouges, no coração do Marais. A amiga Ta, que já te falei dela aqui e que mora no bairro, me levou e eu adorei. É pequeno, super movimentado, cheio e se chegar no horário do almoço mesmo, vai precisar esperar vagar lugar. Africana, marroquina, italiana, libanesa, enfim, comida boa do mundo todo e gostosa. Mas não é tão barato, o prato sai em média por 16 euros. Pegando a linha 3 do metrô e descendo em “Temple” fica super fácil de chegar.

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Comida libanesa, uma delícia!

Se tiver a fim de jantar em um lugar phyno com preço bom e fora do roteiro turístico, o Mama Shelter é massa pra isso. Fui indicada pela mesma amiga e já falei da Talita aqui. Entrada, prato principal, sobremesa e bebida, tudo perfeito! Fica no 20º arrondissement e a decor é assinada por ninguém mais ninguém menos que Phillipe Starck.

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Ó, outro lugar que adorei comer também foi no Recyclerie. Com conceito de fazenda urbana, uma antiga estação de trem de Paris se transformou neste restaurante, bar, horta e espaço para oficinas. Há apiário, criação de cabras, galinhas, plantação, um lugar muito bacana pra se conhecer. Um prato serve tranquilo duas pessoas que não comem muito e como em muitos restaurante menos tradicionais de Paris, há opção vegetariana.

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Também fica no 20º (esse arrondissement esconde coisas muito legais!) e perto do mercado de pulgas de Port Clignancourt, considerado o maior de Paris. É de enlouquecer mesmo. Só é pegar a linha 4 e descer em Port Clignancourt. Lá no meu Insta tem foto do La Recyclerie e o lugar ainda oferece oficinas de bricolagem <3

Ó, outro lugar já bem conhecido e delicioso é o L’As Du Fallafel, no Marais. O Marais é super descoladinho pra que gosta de moda e decor diferentes, mas também têm bares e cafés super cools. O Fallafel é um deles, mas não parei pra comer. Pedi um Fallafel vegetariano por 6 euros e é de babar, muito, muito bom. O dono é um figurão gaiato e garante um atendimento muito bom. Filas costumam se formar de tanta procura, mas flui rápido. Vem assim, em pão pita em cone.

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Fica na Rue des Rosiers, Marais. Metrô Saint Paul pra sair pertinho.

 

Se quiser tomar um chocolate quente em um lugar diferente, com preço acessível e que é o melhor chocolate quente que tomei em Paris, vai no Café des Chats. Mas se for alérgico à gato, esquece. Foi no Café também que comi a meliorrrrr torta de limão da vida. Sério. Já falei dele aqui e de como chegar.

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ÁGUA

Ruim e “dura” como a gente costuma falar. Rica em calcário, a água de Paris foi um terror pra minha pele e cabelo. Eu, dessa cor, saía esbranquiçada. Até hoje nunca ouvi ninguém dizer que gostou da água. Pra beber, a gente chegou a comprar muitas vezes, mas depois relaxamos e tomamos da torneira mesmo. Então, se entope de hidratante na pele e no cabelo. E se começar a cair, como foi o caso do meu, é bom tomar a velha e boa queratina.

MÉDICO

Se isso não resolver, aí é o jeito procurar um médico. Como fui sorteada com um endometriose, caros e caras, então, preciso uma vez ou outra correr pro médico. O sistema de saúde na França é tido como complexo e bom, engloba uma série de serviços e achei mais barato que aqui, principalmente os medicamentos. Um exemplo, uma caixa de anticoncepcional pra 3 meses, por 4 euros. E ainda, as receitas médicas em grande maioria são pra 6 meses. Você não precisa ficar doida marcando médico toda hora que precisar do medicamento, no caso, do anticoncepcional, que na França é tratado com muito rigor e só vende com receita. Os casos de mortes de mulheres usuárias são considerados altos e muitos já foram comprovados. Infelizmente o meu uso faz parte do tratamento da endometriose.

Paguei 20 euros pela consulta com direito à retorno. Precisaria morar por até um ano pra ter direito à Carte Vitale, cartão que me daria uma série de acessos a serviços diversos e preços bem menores. Se for passar mais tempo lá, checa este artigo aqui com mais informações sobre os cartões de saúde. Mas como passei seis meses, fui direto a um posto, o Centre de Santé au Maire – Volta que têm diversas especialidades, ao lado deste pequeno mercado, na rua Maire, no Marais.  É uma rua escondidinha, mas se tornou conhecida por mim, porque era ali que minha amiga morava. A frente é bem discreta com portões verdes e quase não tem indicação. Paguei a consulta ali mesmo e adorei o atendimento com a Madame Lotte. O centro é muito bem organizado, limpo, tranquilo e atendentes atenciosas.

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É o seguinte. O mapa de Paris é como um caracol e é divido por “Arrondissement” algo parecido como “distritos” ou “áreas” e cada um acolhe vários bairros. Vai do 0 ao 20. Aqui tá um mapinha marromenos com os pontos turísticos de cada um, mas a ideia é ter a noção de como a cidade é organizada. E tudo tá interligado, então, se você pode bater perna, conhece Paris à pé ou de bike, pra ver a cidade. Metrô é bom, mas que graça tem? Ê, mas o que a gente rodou conhecendo todos esses números não foi brincadeira.Cada arrondissement tem a sua “prefeitura” chamadas de Maire e elas tem site mostrando o que cada um oferece, desde serviços de saúde como o que encontrei, veterinário, dentário até centros de cultura, atividades de lazer e etc. Isso vale muito olhar. No site da prefeitura de Paris você pode encontrar o necessário pra achar a sua Maire.

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Amanhã volto com dicas de curtição e compras, êê aí tu gosta, safadjenh@! 😀 Mil beijos!