08 out 2014
Bate-Papo

E como vai a Lojinha?

…vai bem, minha gente, obrigada! Em pouco mais de um mês sentei aqui pra trocar uma ideia sobre esta experiência. E confesso, tenho gostado muito!

Quando pensei na lojinha, pensei em uma forma de reunir o que gosto de fazer: costuras, decor, peças em madeira, mimos, miudezas. Não dava pra ser tudo de vez, eu sabia e logo desisti. Se fosse esperar ter todos o produtos que pensei, a Lojinha Casa de Maria iria ao ar daqui a um ano e olhe lá. Queria compartilhar o que já fazia, o que pensava, o que tinha significado pra mim, o que amo.

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Antes achava cedo demais.  Pensava que tava sendo precipitada ou sem noção em lançar uma lojinha, com tão pouco tempo de blog. E nem imaginava os desafios que me esperava. Mas o que eu tava esperando? A coragem aparecer, só isso. Com ela em mãos e no peito, parti pro trabalho. Fiquei por quase dois meses aprendendo só, por meio de tutorais na net, a editar imagens, trabalhar com o Photoshop e criar o que a plataforma da loja pedia. Eram ajustes infinitos de pixels, ó gódi. Depois daí, foi a hora de entrar na parte burocrática e técnica, aquelas com as quais não tenho nenhuma afinidade. Era a hora de checar Correios, pagar registros, taxas ali e acolá, configurações aqui e cá. Até com um tal de Token me deparei e pedi arrego 😀 Mas pude contar com amigas queridas que já possuíam lojinha virtual e que rapidamente me socorria. São inúmeras as etapas e por muitas vezes pensei em desistir. E as dificuldades em resolver cada problema apresentado em uma cidade pequena era enorme. Aí era como se fosse o recomeço. Precisava parar, mudar a rota, sem ninguém pra te dar o caminho das pedras por aqui. Te digo, bicho é punk!. Foram semanas e semanas só nisso. Muita gente nem imagina.  Depois de semanas cadastrando produtos, fotografando da melhor forma que encontrei, checando Correios, formas de envio, taxas e taxas, correndo doida atrás de embalagens, saquinhos, etiquetas, fitas e fru frus era o dia de lançar.

Coloquei no ar e aí começou mais um desafio. Trabalhar diretamente com o cliente. Tenho lidado com gente tão bacana, que pensa o mesmo que eu sobre o trabalho manual, que valoriza-o, que faz daquela pecinha que você cria ou compra algo único. E sou grata, muito grata a todo mundo. Mas também nem tudo são gérberas rosas e viçosas. Há quem perca o tempo apontando e julgando o que você faz. Mas eu entendo, devem ganhar dinheiro com isso, só pode. O que sei é que envio toda semana minhas caixinhas entupidas de amor pelo que faço. Se elas vão pra longe, vão assim, gritando: ” Plisss, sou frágil!!” Afinal, há peças em resina, gesso ou cerâmica. Se vão pra perto, um pacotinho como antigamente. Além disso, vão com um recado de agradecimento na embalagem.

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Vão também com meu bilhetinho escrito à mão e carimbado com um coração que virou minha tatuagem. É amor, é carinho é um pouco disso em mim, é uma etapa onde me sinto plena e feliz. E quando recebo uma foto de volta, de alguém mostrando a pecinha ou mesmo uma mensagem ou qualquer outra forma de reconhecimento, só falto pular de alegria!

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Também entendi que a inspiração é um troço lindo e alia-se ferozmente com a criatividade. Quanto mais você pensa com e nas duas, mais você age, pratica, bota pra fazer. É um sistema incansável, que faz minha cabeça doer e por vezes me frustra, porque ainda não tenho tempo nem grana pra realizar tudo que penso pra Lojinha. Mas tudo tem a sua hora. A rotina tá punk, cheia de trabalho. São dias e dias de pé às 7h e deitada às 1h, 2h da manhã. E por muitas vezes desejo que esses dias ainda me sobrem mais horas pra poder fazer mais, pra não sentir sono, nem fome, nem dor na coluna e eu continuar trabalhando.

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Os amigos generosos entendem, aceitam, dão é força pra continuar, não cobram, nem fazem birra se demoro a responder as mensagens. Os que entendem que este é um desafio mais que querido por mim, é uma nova etapa a que me propus, é por ela que larguei o que fazia, é por esta vida que tenho construído, que não é fácil, que isso é emprego, é trabalho, não é hobby ou só diversão. Estes me apoiam, compartilham, admiram, divulgam o blog, a lojinha e a estes só agradeço, imensamente. Obrigada, meu querid@s!  A eles, a vocês que estão por aqui lendo, comentando, compartilhando, gostando da Lojinha Casa de Maria, levando pra casa qualquer criação minha, um mundo de gratidão é o que mando pra vocês!

Tá tudo no início, é preciso melhorar muita coisa, evoluir, mas tenham a certeza que tudo é feito e vai continuar sendo feito com carinho, dedicação. Pois quando nada disso existir, é preciso partir pra outra. Perde o sentido, né não? Então, que a Lojinha, o blog e os tantos outros projetinhos que penso sejam carregados com boas vibrações e amor, que isso chegue até você. Porque só assim é que funciono.

Um beijo enorme, pessouall!

 

 


7 respostas para “E como vai a Lojinha?”

  1. Yara Aguilar disse:

    Eva;
    Não nos conhecemos pessoalmente,mas desde o primeiro post do Blog,desde a primeira vez que li suas palavras,você só me passou uma energia MUITO BOA!
    Baseada no seu jeitinho simples e cativante de escrever eu sabia que ía longe!
    A lojinha é MASSA , em cada coisinha vejo sua cara!
    Ainda não comprei , mas tô babando e ainda vou faze-lo !!
    Beijú LINDA,ainda vou ver seus vôos MAIS ALTOS!

    • Eva Mota disse:

      Ó, Yarinha a gente ainda vai se conhecer, viu? Você, como primeira leitora e amiga daqui me faz ter um carinho ENORME por ti. Que bom poder contar com gente assim nessa caminhada que por vezes não é nada fácil. Um beijo enorme, viu? E um abraço apertado! Que assim seja! Um bjo! <3

  2. Juliana Fidélis disse:

    Amiga, as coisas são lindas mas tentei entrar pelo ícone no topo do blog e não funcionou, consegui pelo link da postagem… tenta acertar pois é muita coisa legal que as pessoas não podem perder. Parabéns!!!

  3. Daniela Mangabeira disse:

    Olá Eva, conheci a Casa de Maria ainda sendo esboçada através de um pequeno stand nas atividades do BECO, que por sinal, após serem encerradas, fizeram muita falta… Me lembro de você me pedindo informações sobre a bolsa que eu usava… e me recordo mais ainda das fofurices que você estava divulgando e vendendo em seu stand, senti falta delas por aqui… queria saber se além destas coisas lindas que você está criando, se você não mais as produz???? Fico muito feliz quando percebo que alguém descobriu um caminho de prazer para com o trabalho que faz!!!!! Parabéns pela garra e coragem de mudar!!!! Parabéns e muito sucesso com essa sua nova linda jornada!!!!! Bjo bjo.

    • Eva Mota disse:

      Ahh mulher! Então é daí que lembro de ti! Fiquei encucada lembrando no teu rosto, mas minha memória é mesmo péssima! Poxa vida, que lindo, obrigada mesmo!! Ainn o Beco, naquele formato faz muita falta, mesmo. Depois foi mudando e perdeu, pra mim, todo o sentido. Era mesmo muito gostoso. Bem, eu parei de trabalhar com feltro,muitas daquelas peças não faço mais 🙁 Mas descobri outros caminhos que agora cê já sabe quais são, né? Hahaha Muito obrigada, mesmo e de coração! Um beijão!

      • Daniela Mangabeira disse:

        ótimo vc ter lembrado…do beco, só tenho ótimas lembranças…não o visitei no período da mudança…então só lembro dos tempos áureos!!! 🙂 Agora tô aqui namorando essas coisas lindas que vc faz e indica!!!!bjos

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