18 fev 2018
Viagem

Férias no Chile – Conhecendo o Atacama – Parte I

Ai, gente, eu nem sabia como começar esse post. Não que escrever os outros não tenha sido especial, mas escrever sobre o Atacama é de remexer o coração todo. Eu sonhava em conhecer esse deserto e não era só por conta das aulas de Geografia na escola. Pois bem. Nos planejamos pra ir ao Atacama de avião, porque há opção de ônibus, mas a viagem dura quase um dia. E como a gente queria aproveitar o máximo, poupamos tempo e encontramos uma promoção boa de passagens aéreas na SKY. San Pedro do Atacama fica ao norte de Santiago, na região de Antofagasta. Pra chegar lá, voamos até à cidade de Calama que tem cerca de duzentos mil habitantes e atrai trabalhadores de outros países com a exploração de minérios. Tem um aeroporto pequeno e todo arrumadinho, funcionando muito bem.

E aí é o mesmo esquema de Santiago: têm as empresas de transporte que fazem o percurso até San Pedro, todas têm os mesmos preços. São duas horas de estrada até chegar à San Pedro. Os motoristas dirigem devagar, pois são monitorados e por conta do alto número de acidentes. Vimos mais de um na estrada. Mas me ocorreu um pensamento sobre isso agora: depois que pegamos um motorista que cochilava no volante, após uma rotina super puxada, coitado, nem acho que o problema das estradas de Antofagasta seja mesmo a estrada. Dito isso, chegamos à San Pedro do Atacama no meio de uma manhã. O micro ônibus nos deixou na porta do nosso hostel e dali dava já pra avista um dos vulcões da região ao final da rua!

Só fizemos o check in, deixamos as mochilas no hostel e trocamos de roupa. As leves e confortáveis que deixamos separadas pra essa parte da viagem. Muito protetor por cada parte do corpo, chapéu e água, muita água. Agora, não havia só a altitude, mas um calor igual ao do sertão da Bahia e uma umidade zero que nunca experimentamos. Voltamos pra famosa rua Caracoles pra fechar os passeios e conhecer mais da pequena cidade.

San Pedro têm as ruas de terra, assim como as construções das casas e demais estruturas. A rua Caracoles é a central e fica apinhada de gente, muito mesmo, não sei como consegui fazer essa foto da rua meio vazia. Acho que a galera tava era na parte detrás de mim 😀

É por esta rua que se distribuem muitas lojinhas, mercados, galerias de artesanatos (que mostrei muito pelo Instagram, lembram?) Mas não acho mesmo uma boa opção escolher as agências por ela e logo de cara. Fomos passando pelas laterais e chegamos até à rua Toconao, onde fica a agência Atacama Connection que conheci depois de algumas dicas da Terrinha. Lá fechamos alguns passeios com Andreza, brasileira e super de boa. Como o primeiro tour só começaria à tarde, saímos pra rodar pelas ruazinhas e observar como o lugar funcionava. A igrejinha construída com barro e ervas secas, a sede da “prefeitura” sendo repaginada, as galerias de artesanato e cachorros, muitos cachorros.

Na rua Toconao, a mesma da agência, encontramos nossos restaurantes e bares preferidos. Mas não nos enganamos e vimos que os preços conseguiam ser mais altos que os de Santiago. No Atacama não há preço médio, tudo é mesmo muito caro.

 

VALLE DE LA LUNA

Às 16h a gente já estava à caminho do Valle de La Luna e eu mal podia conter a emoção de estar ali! É claro que chorei, escondido e rápido, porque a cada rajada de vento com areia pegando fogo, não conseguia enxergar muito. Com o zói molhado então era capaz da areia grudar e aí, meu povo… lascou-se 😀 Mas óculos, chapéu (com cordinha e não sem como o meu) e um um lenço pra proteger da “arenica” foram indispensáveis nesse passeio.

Pelo Valle de La Luna vamos observando as grandes dunas de areia com seus anfiteatros gigannnnntes , os cânions e cristais de sal… A gente não podia acreditar. É mágico. Mágico!

A gente vai caminhando, caminhando, ouvindo e sentido aquele lugar. Tudo ao som das informações da guia, Ravi, a melhor guia que poderíamos ter tido <3 Seguimos até uma mina de sal e as formações conhecidas por Três Marias, que agora são duas por conta de um turista estúpido que encostou pra tirar foto encostado e quebrou essa formação milenar. Ele não era brasileiro (Depois te digo o porquê de nos achar os piores turistas quando viajamos pra fora do país) O vento é muito forte, quente e cheios de sons e eu já me sentia dentro de uma história de livro.

De lá, perto das oito da noite, subimos um mirador pra ver o sol se pondo no Valle de La Muerte. Definitivamente, a uma hora dessas, eu já morria de amores e encantamento pelo Atacama. Voltamos pra comer e já fazia bastante frio. As ruas de San Pedro à noite eram curiosas: ainda mais difíceis pra respirar enquanto caminhávamos por elas, a poeira era nítida com os reflexos dos faróis dos carros, mas mesmo assim adoráveis. Capotamos ao chegar no hostel, depois de um banho gelado, mas em um banheiro compartilhado super limpinho. O que foi ótimo, pois no outro dia o tour seria bem cedo.

 

LAGUNAS ALTIPLÁNICAS, SALAR DE ATACAMA E RESERVA DOS FLAMENCOS

Às seis da manhã a van da agência estava na porta do hostel. Nada de sol. Era como se ainda fosse madrugada. Descobri então, que o sol do Atacama demora a nascer, só dando as caras por voltas das sete e meia. Mas quando dá, chega queimando é tudo. Mas tudo é uma questão de geografia. Ou astrologia 😀

Começamos pegando a estrada que marca a mesma latitude do Trópico de Capricórnio. É que é a localização exata do posicionamento mais ao sul do sol em relação à linha do Equador, o solstício de verão. O lugar também era a antiga rota dos incas por onde esses povos caminhavam até Cuzco, no Peru e capital do império até Santiago, no Chile.

Se engana quem pensa que no deserto mais árido do mundo não há vida selvagem. Tem e vimos muitas! Mas só algumas conseguimos fotografar, como essas pequenas Viscachas, uma espécie de roedor que aos primeiros sinais do sol, saíam pra se esquentar nas pedras. Da mesma forma que vimos Alpacas e Vicuñas, parentes da Llamas.

Ô gente, peraí, porque só de lembrar do que vi com meus próprios olhos me falta ar… Depois de tomar o café da manhã com pãozinho e geleia caseiros feitos por uma família de um restaurante à beira da estrada perto do povoado, chegamos às Lagunas Altiplánicas. Eu simplesmente não podia acreditar. De verdade. Era o azul mais azul que vi, o contraste com as terras vulcânicas marrom avermelhadas, cinco vulcões atrás, vegetação verde acinzentada…. Deus do céu, que fantástico!

Eu só era o arrepio e estava quase anestesiada. Que sonho! As lagunas Miñiques e Miscantis eram uma só, mas depois de erupções vulcânicas se tornaram duas. Uma com água doce e outra com água salgada, uma mais rasa, outra de profundidade desconhecida, ambas com vidas seculares dentro delas, animais selvagens, raros que são cuidados pra evitar a extinção vivem nelas e perto delas. Foi o primeiro passeio “alto” a 4 mil metros de altitude que fizemos e eu senti o resultado disso. Falta de ar, uma leve tontura e dorzinha de cabeça. Esqueci de mascar folha de coca e depois dos sintomas, não adianta mais. Só mesmo muita água.

 

O QUE SOMOS NÓS?

É essa pergunta que me faço todas as vezes que a gente teve a chance de conhecer um outro país. Não gente, não é drama. Não há um lugar por onde passamos que não presenciamos as situações mais grosseiras, medíocres e sem bom senso do que as que provocadas por turistas brasileiros. São sempre grupos pertencentes a alguns lugares, a conhecer pelo sotaque. Mas quando reconhecemos de longe, a vontade é de nos afastar… Estão sempre falando mais alto que todos, se vangloriando das marcas das roupas que compraram em outra viagem melhor que aquela que está sem graça, desdenhando das pessoas, guias, regras e normas que ali estão sendo explicadas… A F F que preguiça. Que constrangedor.

Pra piorar, soubemos que esse passeio a partir de janeiro teria outra rota por conta de um grupo de brasileiros. Deveríamos ir direito pra famosa Piedras Rojas próxima ao povoado de Soccaire. Mas o acesso à laguna havia sido fechado há algumas semanas pelos moradores de Soccaire que estava revoltados conosco. Mesmo a localidade não sendo de propriedade deles, mas sim do governo chileno são os moradores de origem indígena que vivem e cuidam de perto do lugar. Mas Ravi nos contou o ocorrido: um esportista brasileiro resolveu fazer kitesurf pra o seu programa de esportes pertencente a Tevê fechada e da mesma rede líder de audiência (e de mentiras e sujeiras) do Brasil. Simples assim. O cara foi lá e resolveu fazer kitesurf em uma reserva natural, uma laguna milenar. Em uma natureza preservada, protegida. Animais como os Flamingos e outras aves raras e ameaçadas de extinção migraram durante a atividade do brasileiro e de sua equipe, que levaram equipamentos como drones e não voltaram, contam os ambientalistas também. Por isso o acesso à Piedras Rojas foi fechado por tempo indeterminado.

Na semana em que visitamos, em janeiro, haveria uma reunião entre representantes do governo e de Soccaire pra saber quais rumos esse impasse teria, mas não ficamos sabendo do resultado. Só sei que até o trajeto pela estrada precisou ser mudado por uma questão de segurança, já que, revoltados, os moradores do povoado se armaram com instrumentos feitos com pedras e pele de animais como seus antepassados.

Da mesma forma que vários turistas do Brasil estavam mais preocupados em sujar suas roupas de grifes (sim, eles diziam isso) suas selfies e não obedeciam os limites dos territórios, os pedidos dos guias (que nos informaram que sempre tiveram problemas com os turistas brasileiros) presenciamos também uma ÚNICA pessoa que maltratou, chutou um cachorro em San Pedro, do animal sair gritando…e é, era um brasileiro. Sem contar nos pequenos episódios diários. E eu não entendo. Sério. Eu não entendo de onde vem esse misto de ignorância, pedantismo, arrogância mesmo nossa. Sei que não é de todo mundo, sei que na maioria das vezes todas as cenas que presenciamos em viagens assim vem de um determinado grupo social, de uma determinada região do país bastante privilegiada que teria, vejam, teria obrigação de ter conhecimento, bom senso, educação. Mas também sei e ainda bem que sei mesmo que isso não determina o todo, que gente é gente antes de ser do lugar tal, do estado tal. E isso é sincero. Se não, estaria fortalecendo ainda mais o bairrismo que digo combater. Mas atitudes assim, de tamanha estupidez, só fortalece pra quem está do outro lado, as generalizações que não gostamos, sobrando pra todos nós. O que há de ser dito então, se eles estão com razão? Quando é o contrário, como nos sentimos? Só nos restou pedir desculpas aos chilenos e chilenas que estavam ao nosso redor e seguir a viagem.

Almoçamos no mesmo lugar que tomamos café e cá entre nós, foi uma das melhores comidas que provamos nessa viagem! Pra gente, vegetarianos, um creme enorme com legumes e temperos chilenos e outros acompanhamentos que eu só faltei babar. Tudo feito por um Chef super gente boa e figura! E claro, sempre com mais cassôlos por perto <3

Vou convidar vocês pra mais uma reflexão, mas dessa vez com esse grupo aí. Ai, essas trocas lindas dessas viagens… Da esquerda pra direita, sentido anti-horário: A nossa guia Raviera ou Ravi, super querida, simpática, inteligente, uma enciclopédia ambulante. Em seguida Cláudia, Sandra, Peter, da Alemanha, a professora do infantil que não tem quem fizesse eu lembrar o nome, Deise, eu e Ró. Tirando, nós dois e Peter, todo mundo do Chile. Cláudia e Sandra são advogadas já as outras duas são professoras, Deise, do ensino fundamental e a outra do ensino infantil. Peter estava viajando há algum tempo pela América do Sul pra aprender a língua, pois era uma das matérias optativas do curso de Engenharia que ele não queria cursar na Alemanha. Era uma espécie de viagem de autodescobrimento pra ele também.

O que a gente já sabia é que no Chile não há universidade públicas como no Brasil, resultado das privatizações feitas durante a ditadura de Pinochet. Não havia até essa foto aí, porque assim que a gente voltou, o governo liderado por Michelle Bachelet aprovou a reforma debatida desde 2014 que proporcionaria a educação superior pública e universal. O modelo privado da educação chilena gerou em 2006 a segunda maior manifestação do país, depois da da ditadura, conhecida como “Revolta dos Pinguins” mobilizada por estudantes secundaristas que defendiam o direito à educação gratuita. “Pinguins” era por conta dos uniformes que os estudantes usavam.

Não diferente daqui, muita, mas muita, muita gente passou a vida com grandes dívidas, mesmo depois de anos fora das universidades pra pagar os empréstimos das mensalidades. A escolha do curso que a pessoa deseja fazer também está ligada diretamente ao poder aquisitivo. Direito, medicina, engenharias e todas estas profissões que são posicionadas como “superiores” o investimento é alto, por isso que as duas professoras brincaram e disseram que as duas colegas advogadas eram parte da elite. Elas não deviam mais às universidades ou sistemas de empréstimos. Enquanto Deise, depois de dez anos de formada, ainda retirava do salário (algo referente a dois salários mínimos nossos) pra pagar os estudos. A questão salarial não é mesmo diferente da nossa. Deise, que ensinava história era uma grande pesquisadora e estava tentando migrar para o ensino superior porque sempre foi o seu desejo, mas fazer história, na época, era a única opção. Aí foi uma conversa muito, mas muito interessante e rica. As meninas da advocacia também compartilharam seus desafios como os casos de feminicídio e autorização a um aborto que estavam trabalhando. Realidades iguais as nossas, infelizmente. Enquanto isso, Peter fazia caras e bocas, sem acreditar nos números, salários, condições de trabalho e estudos delas e nossas.

E é por essas que gosto de viajar. Porque não há forma de se conhecer o outro, de se colocar em seu lugar, de entender e questionar seus próprios privilégios, seu lugar, suas limitações morais e sociais.

 

SALAR DO ATACAMA E RESERVA NACIONAL LOS FLAMENCOS

Depois do almoço tive que lidar como mais emoções, ó esse pobre coração frágil. Mas lidei com o maior prazer do mundo porque nunca antes na história dessa minha vida eu poderia imaginar conhecer e ver de perto, pertinho de quase tocar em flamingos de verdade!!

Na reserva tem a Laguna Chaxa onde eles ficam e o Salar do Atacama, uma imensidão de solo de cristais de sal. Tudo surreal! Mas gente, os flamigos… ai, meu coração… que coisinhas lindas! Lindas! Delicadas, elegantes, exuberantes! Aprendemos sobre os tipos mais presentes no Chile por meio das características físicas, como o Andino, em maior quantidade ali, com bicos e ponta do rabinho pretos e existem apenas 40 mil deles em todo o mundo. Tem também o Flamingo Chileno, com joelhos avermelhados e o James, os bem menores que os outros. Entendemos como se alimentam: os flamingos ficam com o bico na água o tempo inteiro, porque nele, no bico, há uma espécie de filtro. Aí eles vão andando, se movimentando lentamente enquanto o bico permanece na água filtrando-a e ficando presos, só os micro organismos, algas, crustáceos, a depender da região onde vivem e assim eles comem quase o dia todo. A Laguna Chaxa tem águas e cristalinas, perfeitas pra ver o caminho que eles fizeram.

Ai, gente só de lembrar meu zoião enche de água. Uai, Deus, que experiência inesquecível! Como sempre fazemos, eu e Ró vivemos esses momentos algumas vezes separados. Ele vai pra um canto fotografar, sentir, ouvir e eu vou pra outro, sozinha, contemplar, agradecer, tentar gravar por minhas retinas tudo o que estou vendo, vivendo. Aí depois da gente se encontra e conclui a contemplação juntos hahaha Mas sempre tiramos um momento pra viver plenamente e inteiros a experiência. De lá, seguimos viagem e no meio do caminho, mais aprendizados.

 

VALE SABER

Vimos de longe o projeto ALMA, um dos mais importantes observatórios e centros de pesquisas espaciais do mundo. Foi o segundo projeto privado mais cardo do mundo e todos os países trabalham ligados ao ALMA. Não só durante esse dia, mas enquanto seguimos viajando pela região de Antofagasta, topamos com muitas, muitas mineradoras, caminhões e trabalhos de exploração de minérios. Há centenas de anos o Atacama é explorado por conta dos minérios, principalmente o Lítio, que é levado pra o mundo todo. O Lítio é encontrado nas baterias dos nossos celulares modernosos, computadores de última geração e câmeras até em remédios pra depressão. Ravi nos explicou todo o sistema, da extração ao escoamento e entendemos quão cruel e devastador é pra natureza, como todos esses são.Como a água das lagunas são utilizadas, contaminadas. E a gente tá falando de um lugar em que a última chuva, em alguns pontos, ocorreu há 400 anos. Pela exploração, os animais em extinção também morrem com o consumo da água e é aquela luta entre quem é contra, quem é favor ou ainda, quem é contra, mas só tem essa opção, a de trabalhar como obreiro de mina. Então, você que me lê, aproveita pra tentar conhecer essa riqueza que a mãe natureza nos deu. Pensemos em como protegê-la, amenizar ao menos a devastação que causamos a ela, antes que ela acabe. Uma tristeza.

POVOADO DE TOCONAO

Terminamos o nosso tour conhecendo o povoado de Toconao. Com origem datada há 12 mil anos, o povoado tem grande importância pra a região e pro Chile, pois alguns dos primeiros povos começaram ali. “Toconao” quer dizer “Lugar de pedras” e com elas a cidade foi reconstruída por mais de uma vez por conta dos terremotos e das lutas entre colonizadores e nativos. A igreja de San Lucas é a mesma desde os anos de 1700, nos contou Ravi. Hoje a cidade que não conta com 1000 habitantes, se mantém do artesanato com lã de Lhama e das fibras vindas dos cactos. O passeio ali terminaria visitando uma das artesãs mais antigas e quem mantém uma Lhama no fundo de um quintal precário, em um espaço minúsculo. Dispensei. E dispenso qualquer atração, visita que envolva animal.

O dia terminou quase às 20h e a gente ainda sem cair ficha, jantamos pela rua Toconao em San Pedro, uma delicinha de lugar, com som gostoso e decor linda. Capotamos ao chegar no hostel. Até mesmo porque no dia seguinte acordaríamos ainda mais cedo. Te conto no próximo post sobre a magia de conhecer o Atacama. Volto já!

 

 

 

 

 

 

 


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