09 fev 2018
Viagem

Férias no Chile – Parte I

Mas minha gente… qué qué esso… que demora foi essa… Depois de 423274 dias editando foto 😀 cá estou eu pra poder compartilhar um pouco do que foi mais uma trip incrível, mais uma férias dos sonhos, mais uma visita a um país riquíssimo e mais. Mais, não tudo, porque não tem como, né? Depois que caí em mim que foram mais de vinte dias fora de casa e que a gente viveu, muito, muito cada segundo dessas férias, vi que não tinha como escrever cada parte de tudo, mesmo mantendo frescas todas as sensações gostosas que uma viagem como essa nos deixa. Dos sons, dos cheiros, de cada experiência. Escrevo com muita saudade, mas muito agradecida por mais esta chance de ter podido sair de mim e conhecer o outro. Assim, ajuda ainda mais a ultrapassar as barreiras, sejam morais, sociais ou intelectuais.

Fizemos muita coisa e a partir de agora entram os resumos que podem servir pra ajudar na tua viagem ou só mesmo te inspirar. Ou pra reviver junto comigo. Antes eu só preciso te dizer que não escrevo em forma de roteiro, tipo, “vai ali, pega o metrô tal, desce em tal…” porque como foram muitos dias rodando eu teria que escrever um post pra cada dia aí você ia sair daqui correndo em 3, 2, 1… 😀 Mas bora lá!

Chegamos em Santiago de madrugada, por volta das 4h da manhã. Enquanto a gente esperava as malas, um agente da imigração nos abordou, assim como aos outros passageiros e sabendo o país de origem, nos passou um formulário de declaração pra preencher. Antes de ir, produzi essa viagem por quatro meses e nunca tinha lido nada sobre isso. Mas também é super tranquilo. Qualquer dúvida, basta perguntar ao mesmo agente e claro, depois de preencher tudo devolver o formulário pra ele. Em seguida, a gente passa pela PDI, a Policia de Investigaciones do Chile e recebe um papelzinho que é a nossa autorização de permanência no país e aí tá a coisa: guardemos esse papel. É o mesmo que vamos precisar apresentar na hora de voltar. Se perdê-lo dá pra retirar outro. Mas vai ser preciso pegar fila longa, ter que chegar antes pra não correr o risco de perder o vôo de volta. Como eu queria fica sussa, guardei o papel.

Dos países por onde nós passamos, até agora o Chile foi um dos mais minuciosos. Dito isso, pegamos um transfer compartilhado da empresa Delfos até a nossa hospedagem. Tem também a Transvip, mas no final das contas achamos todas iguais, inclusive nos valores. A sorte mesmo é pegar um bom motorista. Tivemos boas e péssimas experiências com as duas. Mas a chegada ao endereço no primeiro Airbnb foi super tranquila. Ficamos no bairro Paris-Londres e quén, quén, quén… o Airbnb era puodre, aquém das fotos e dos depoimentos. Faltava um monte de coisa, tudo muito velho e sem funcionar direito. Não indico a ninguém, mas quem quiser saber qual foi, aqui o link. Só que, né mores, pra quem já dormiu em um quarto de meia parede nos tempos de repórter, isso era fichinha. E o cansaço era tanto, aquele virote de viagem que desgasta, que a gente só bateu no colchão e dormiu. Quando amanheceu, fomos fazer o que a gente sempre faz logo de cara nesse tipo de trip: ir ao mercado, fazer uma feirinha, trocar o dinheiro, checar um chip local, avisar à família e amigos que não viramos comida de peixe e preparar as mochilas porque a bateção de perna iria começar.

 

BAIRRO PARIS-LONDRES

O Paris-Londres é uma coisinha linda e é claro que morri de amores relembrando os tempos que moramos na cidade luz <3 É um bairro pequeno, super bem localizado e de lá não pegamos metrô pra nada, sempre fazemos quase tudo à pé nessas horas.

Ficamos no número 36 da rua Londres, bem ao lado no tenebroso endereço Londres 38. Não, não é a hora de falar sobre isso. Depois de fazer nossa feirinha, saímos pra procurar uma casa de câmbio e uma lotérica  pra trocar o chip do celular.

 

REGIÃO COMERCIAL

Uma das primeiras dicas que confirmamos é: nem adianta acordar cedo pra pegar o comércio abrindo. O comércio em Santiago começava a funcionar às 9h da manhã e ainda sim, a essa hora, alguns estabelecimentos estavam fechados. E por conta do verão, muitas lojas encerravam o expediente às 22h00, logo depois que o sol se punha, às 21h20!! Por isso, adorei esse esquema de Santiago.

A rua Augustinas já é bem conhecida por ter várias casas de câmbio. Descemos bem por toda a rua e quando ela já estava acabando, escolhemos uma casa de câmbio pequena, na esquina. A dica era de não cair na besteira de trocar grana nas casas que ficam nos andares dos prédios e sim as de rua. E todas tinham a mesma cotação.

Já o chip, comprei um da Claro em uma loja de acessórios pra celular, com uma internet móvel meio ruim, mas resolve. Vende outros também, mas havia a incerteza se os chips de empresas Chilenas funcionariam em um celular brasileiro por conta de medidas do governo que os atendentes não souberam nos explicar direito, mas o chip Claro funcionou bem.

Não só trocamos o chip como nos redemos ao pau de selfie! E testamos 😀 😀

 

Como o que a gente precisava era localizado no centrão de Santiago, onde já reuniam pontos legais pra conhecer, aproveitamos pra começar a turistar. De cara, achamos a cidade, por onde passamos, linda! Conhecemos a Catedral Metropolitana, a sede dos Correios e outros pontos…

Caminhando mais um pouco, passamos pelo Palácio de La Moneda também. O La Moneda hoje vive todo cercado, os pedestres não tem acesso nem ao passeio. Essa medida de segurança começou depois do golpe, soubemos em um dos vários museus que passamos. Antes, além dos moradores poderem passar, eles podiam ter acesso a algumas partes do Palácio pra acompanhar as reuniões e outras ações. Calma, tô tomando fôlego pra falar do que sentimos ao entender de perto, um pouco do que esse país viveu em uma das ditaduras mais violentas. Como se toda e qualquer não fosse, né? Mas sigamos.

Palácio de La Moneda

 

Ali perto um das homenagens à Salvador Allende, presidente morto enquanto o Palácio era bombardeado pelos militares. O golpe militar arrancou o então presidente à unha da cadeira e ver essas imagens, além de ouvir essa hora tão importante pra história foi uma das coisas mais emocionantes que pudemos viver nessa viagem. Na foto, um trecho do seu último discurso transmitido ao vivo enquanto o bombardeio acontecia no dia 11 de setembro de 1973. Um 11 de setembro muito mais próximo de nós.

De lá, com tudo resolvido, fomos rodar!

 

OS CERROS: SANTA LUCÍA E SAN CRISTÓBAL

Subimos caminhando mesmo, passeando por vários pontos com arquitetura linda em direção ao Cerro Santa Lucía como o Teatro Municipal, sedes ligadas ao governo e outros…

Subimos o Cerro à pé, nem pensamos no elevador. E ele também estava parado. Mas não há melhor forma de conhecer um lugar, pra mim, que sair caminhando. Então, fomos subindo, num calor igual ao daqui da Bahia e achando cada canto lindo. Cheio de flores, formações rochosas, o Cerro Santa Lucía tem papel fundamental no surgimento de Santiago, em 1541. Aos pés do Cerro passava o rio Mapocho e tribos de índios Mapuche começaram ali suas vidas e seguiram com sua relação com a natureza, pois o local servia como um grande observatório do céu, estrelas… O Cerro se chamava “Huélen” no idioma Mapuche, algo parecido com “Dor” pra gente.

Daí, vieram os Espanhóis e, como em todo o processo de colonização aliado à religião, se apropriam, se impõem e na grande maioria das vezes, dizimam. Mas os indígenas resistiram, vale saber da Guerra do Arauco e fizeram parte desse processo de nascimento da cidade. Algum tempo depois, ainda com a presença indígena marcando em cima, “Cabô essa coisaê, índio, bora trocá de nome issoaê e botá nome de santo quié melhor” obrigaram os Espanhóis. Pra eles, o local era estratégico e logo viraria uma fortaleza, combates se seguiriam. Santiago toma corpo, o rio é transposto virando o que hoje é um avenida enorme e lá em 1870 começa o processo de urbanização que transforma o Cerro. Resumo mequetrefe esse meu, mas se eu for parar pra contar todas as histórias que descobri, postaria trocentos textos.

Hoje, com mais de 65 mil metros quadrados, mais de 70 metros de escadaria e a mais de 600 metros acima do nível do mar, a visita ao Cerro Santa Lucía é mesmo indispensável!

Dá pra ter uma noção em 360 graus da cidade. E as cordilheiras por todos os cantos… ai… É como uma senhora milenar ali abraçando tudo… Elas são onipresentes, maravilhosas!

Fomos a mais um Cerro, mas não no mesmo dia. Um ainda mais alto, o San Cristóbal e pra chegar lá também não teve dificuldade. Fica no bairro Bellavista e dessa vez pegamos metrô. Até chegar, descemos na estação Baquedano e seguimos caminhando pela agitada rua Pio Nono. Repara: eu só via a maior galera blogayra dizendo que era um saco o assédio dos garçons oferecendo mesas dentro do Mercado Central. Não vi nada demais. N a d a. Chato nesse questão é passar pela Pio Nono. Chato pra gente, old school. A Pio Nono é uma rua bem comprida, entupida de bares pra os xófens, com música alta pra danar, alguns com karaokê e a gente nem conseguia conversar de tanto recusar garçom. Mas digo música alta m e s m o, às 15h, parecendo trio elétrico. Entendo. Ali na região há muitas faculdades e a movimentação da galera jovem é intensa. A música pop que tocava era, pra gente, puoodre. Já conhecia alguns artistas e continuei achando puooodre. Se fosse aqui no Brasil, era como sertanejo universitário… Sorry, não desce.

Mesmo assim, a fome era tanta, que sentamos em algum bar que não lembro, comemos e resolvi pedir  umacOISA HORRÍVEL PELO AMOR DE DELLsnão peçam, o drink Terremoto. Uma mistura de vinho branco com sorvete de abacaxi que… uai gente, pera… fiquei enjoada de novo….Pronto, já limpei o teclado. Sessão noxinho do blog. Eu nem terminei de tomar, claro. Além ruim, achei super forte e eu fiquei com dor de cabeça na hora. Marido resolveu experimentar a famosa Mote com Huesillos e também não desceu. Outra bebida doce, com calda de pêssego e grãos tipo milho no fundo. Mas faz parte… a gente tomar no… digo, tomar, provar de outra cultura quando viaja, né? 😀

Já na entrada no Cerro, casinhas lindas, região bem arborizada. O ascensor do Cerro San Cristóbal estava em manutenção, além do Teleférico, que eu suuuuper queria descer por ele. Daí, subimos de buzu os mais de 800 metros acima do nível do mar. O pico é muito lindo e alto!! E no caminho, o pessoal de bike fazendo trilha e sendo atléticos. Mostrei tudo nos stories no Instagram, lembram?

Em cima têm vários pontos e trilhas que você pode escolher. Tem um santuário católico com uma imagem enorme da virgem Maria e em um ponto mais abaixo, uma do papa João Paulo VI que rezou uma missa ali. No local acontecem missas também, em um altar com vista encantadora. Mesmo quem não é católica, como eu, se emociona sentando na arquibancada do altar. A vista é maravilhosa. Mesmo. Mesmo! E claro, lá é mais um ponto entupido de cassolo neném amôzi de mãezi. Pera, vou me controlar pra falar só disso mais a frente. Mas é mesmo muito alto o Cerro e a gente vai subindo pelas trilhas à pé partes dele, vendo ainda mais pontos fantásticos. Nenhuma foto descreve a sensação gostosa de tá lá em cima! Mas ajuda a imaginar.

Ficamos um bom tempo por lá e na descida, voltamos caminhando de novo pela Pio Nono até parar na feirinha do Bellavista que é fixa e no final de semana fica aberta até mais tarde.

Subimos apenas esses dois Cerros. “Êê duplinha preguiçosa essa…” cês podem pensar. Ô nê, xô te falar uma coisa aqui: são mais de 20 Cerros por Santiago! Seria a viagem só subindo e descendo ladeira, aí não dá. Mas as duas experiências foram inesquecíveis e se eu fechar meus olhos eu vou enxergar bem o que senti.

 

DINHEIRO/GRANA/BUFUNFA/FAZMERIR/LA PLATA

Pode dá o nome que for que não rende 😀 Pra gente. Uma viagem pro Chile sai cara. Por isso planejamos meses antes. Junta que, eles estão um pouco melhores que a gente e a gente piores que eles 😀 então o real não rende tanto e quase tudo fica mais pesado. Como nas capitais, né? Comida e livros têm valores altíssimos. Resolvemos converter um almoço e quase engasgo: era padrão Paris. Já a hospedagem em Santiago ficou com um preço razoável, assim como transporte. A segunda opção de Airbnb por exemplo, valeu cada centavo.

 

TRANSPORTE E HOSPEDAGEM 

O metrô de Santiago é bom, abrangente e não funciona na madrugada como tantos os outros. Não existe bilhete avulso, mas sim um cartão que você vai recarregando nas estações. E algumas estações merecem atenção de tão bonitas! Em algumas delas, painéis de artistas chilenos contando fatos históricos, culturais… lindo!

Táxi é táxi em qualquer lugar e sempre deve ser a nossa última, última opção mesmo, né, mores? Os famosos golpes do taxímetro também acontecem por lá, então, não vacilamos. Depois de bateção de perna e metrô, as opções são buzu e em seguida, Uber. Já falando em hospedagem, nas duas vezes que ficamos em Santiago, antes e depois do Atacama ficamos na região no centro mesmo, na “Región Metropolitana”. Tranquila, acessível, fizemos tudo à pé, mas com aquele detalhe de, por ser região mais comercial, muitos locais ficam mais desertos após o horário comercial.

A sensação de segurança é a que temos em qualquer lugar do mundo: não vacilar e ficar atentos o tempo todo. Como citei lá em cima, na primeira parte da viagem ficamos no bairro Paris-Londres no Airbnb ruim demais, demais. Sem contar na tensão de sair e chegar, já que a chave do portão da rua e da porta do apê, as duas estavam com problemas. Como assim oferecer um serviço assim, gente…? Tá velho, sujo, a gente até engole, mas problema na porta, pra visitantes, não dá. Não indico mesmo. Nem deixei avaliação. Já o segundo Airbnb foi maravilhoso, tudo organizado, limpo, funcionando, decor linda e todos os acessórios pra nos deixar confortáveis. Fora que a comunicação com a Rosi, dona do apê era rápida e tranquila e a piscina com vista s u r r e a l deixava a gente maravilhados. O local era no centro, próximo do La Moneda, uma rua perto da avenida Miraflores e seus grafites encantadores. Se tem uma coisa que gosto de parar, olhar, sentir é a arte de rua de outros lugares!

 

PLAZAS DE BOLSILLO: INICIATIVA BOA DE SE VER

Na esquina desse segundo apê que ficamos, na Santo Domingo com Morandé, bem na avenida Teatinos fica uma das seis Plazas de Bolsillo ou “Praça de bolso” “Praças Pocket”. A ideia é boa: locais abandonados há décadas na cidade, que pertenciam à empresas e foram entregues por comodato para o Ministério de Obras Públicas e o Governo Regional recebem investimento e passam a ser praças com empreendimentos móveis de vários setores, feiras itinerantes, além de pontos verdes de coleta para reciclagem, horta urbana e centro recreativo infantil.

Na Plaza da Teatinos, o grafitti do muralista chileno radicado em Nova Iorque, Dasic Férnardez é tido como o maior mural do Chile. É uma homenagem às crianças, inspirado em um trecho da canção “Luchín” do Victor Jara. Só de lembrar quem foi Victor Jara o coração aperta. Vou te deixar na curiosidade, te conto no próximo post.

Plaza de Bolsillo da Teatinos

 

Eu quis roubar todas essas Kombis lindas!

 

Plaza de Bolsillho Morandé 83

 

Assim que descobrimos as duas, principalmente a da Teatinos que ficava embaixo do nosso apê, parávamos por lá. A comida veggie, leve, mas farta, o ambiente gostoso, música das boas… Fora os reaproveitamentos interessantes e fofos!

Soube que tudo é cuidado pelos vizinhos que adotam o lugar e também por organizações não governamentais como a AEMS – Asociación de Emprendedores Móviles de Santiago, empreendedores que trabalham em carros, triciclos, motos, bike no setor alimentar (Pausa. Eu AMEI saber que existe uma associação como essa!) A limpeza, a manutenção da horta e os jardins aquáticos, por exemplo, recebem bastante atenção. E não sãos criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Eu sei, eu sei… pra algumas pessoas deve ser difícil compreender que a nossa realidade não é de toda, universal. Além do problema da dengue no Chile ser diferente em relação ao Brasil, a bebida, por exemplo é um outro ponto. Ouvi brasileiros chocados por descobrirem que pode dar cadeia comprar bebida alcoólica e sair bebendo nas ruas. Muitos estabelecimentos nem vendem. Da mesma forma que a polícia pode mesmo implicar com homens andando ou correndo sem camisa pelas ruas. Que coisa, né… O que é tão comum pra gente em outro lugar é quase um crime. Procurar saber ou conhecer sobre outra cultura diferente da nossa e não se importar em levar aspectos diferentes em consideração é dose… Só sei que, se tem uma coisa que sinto saudade é mesmo de sentar em uma pracinha como essa <3

 

 

CLIMA/TEMPO/TEMPERATURA/ÁGUA

Assim como experimentamos em outros lugares, o sol demorava a nascer no verão e se punha por volta das 21h20! Aiii como eu amo isso! O dia rende horrores e dá pra aproveitar muito. Só é complicado pra dormir, no meu caso, que sou ruim pra dormir e vou desligar bem depois.

O calor de Santiago é muito parecido com o daqui do Nordeste, mesmo. E quanto à isso não senti dificuldade. É aquela coisa queeeeente, temperatura acima dos 30 e poucos, mas com vento. Usamos roupas leves, de algodão ou malha, claras e nos besuntamos de protetor. Mas o que senti mesmo, digo M E S M O foi a altitude e umidade extremamente baixa. No Atacama então, umidade zero. Faltava ar, dorzinha de cabeça chata, enjoo e demorei pra acostumar. Mas a solução era: água. Muita água. Também retive muito, muito líquido, mas água e alimentação leve sempre ajudam.

A água de Santiago, a do banho, pra mim foi boa. Pele, cabelo, ficaram ótimos. Ouvia falar que ressecavam, mas não comigo. Já a água mineral….nuoossa, que difícil. E olha que onde moro aqui na Bahia, considero a água péssima, isso quando ela não falta. Sofro horrores desde que vim morar aqui. Porque vim de uma cidade menor, super quente, mas com rio que abastece a região e com uma água de boa qualidade. Pera, pausa pra falar de onde sou: Sou de Jequié, minha gente, um caldeirão das diabas, um calor do capeta. Ahhh, não sabe onde é Jequié??? Você que anda pelas internet da vida há de lembrar agora: Jequié é a cidade dos memes da Mochila! Lembram que rodaram na internet, uns minininhos carregando umas mochilas do tamanho de um pára-quedas? Até foi fantasia de carnaval semana passada! Pois, sou de lá. Por isso gosto de voarrrr! Mamaoêê, piada infame! 😀 Epa, quem der risada jogo, daqui, uma praga. Enquanto eu penso em qual, bora voltar.

Água mineral só descia a Benedictino. De verdade. A única que não era meio salgada. Outra coisa que salvou geral foi o soro fisiológico no nariz e olhos toda hora. Aliviava a secura, a respiração e visão. Além da musa mor, a Água Termal. Olha ela, que phyna, ela. E não é só por Santiago ser muito alta é também por ser poluída pra caramba como sempre ouvimos falar. Sabe a foto aí acima no Cerro San Cristóbal? O céu não tá nublado, tá poluído mesmo. Só ameniza com chuva, os locais disseram. Ó pra esse céu? De onde vai cair uma gota disso daí, minha gente… hein? 😀

Volto com mais. Muito obrigada por terem chegado até aqui! Me contem nos comentários o que acharam, bora trocar ideia. Beijos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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