11 mar 2015
Viagem

Jeff Koons no Centre Pompidou

Mesmo se não tivesse o Koons, eu iria parar no Pompidou. Sem dúvida. É lugar obrigatório pra quem tá em Paris. Na verdade, já tinha feito isso poucos dias depois de chegar, porque tinha descoberto o Marrais, bairro queridaço já nas primeiras visitas. Cheguei até a achar o Montmartre mais, mas rodei de novo pelo 18º arrondisement e só confirmei que Marrais é meu preferido.

E ó a pessoa tabaréu como é: vi o Centre Pompidou de longe e achei que era alguma construção ainda por terminar… Dãã, nera não. Só depois descobri que o Centre George Pompidou é um grande complexo com arquitetura da década de 70, no estilo “High tech” e inspirada na arquitetura industrial. Um exemplo da era pós-moderna. E por isso essa minha estranheza. Porque contrasta, sabe? A gente tá lá, passeando entre os prédios e cafés antigos e se depara com uma construção cheia de ferro, vidro e concreto, com tubos externos como corredores. É gigante, enorme e por dentro é ainda mais surpreendente.

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Ali na praça, grupos de artistas de rua tocam, vendem suas artes, se fazem de estátua e mostram truques de mágica. Como uma boa praça. E em frente, mas equipamentos gigas:

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Quando a gente entra a coisa toma ainda mais a dimensão grandiosa que é. Se por fora, a estrutura já é arrojada, por dentro tudo é mais ainda. Neste primeiro andar, uma exposição pra criança, a “Surround”.

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A gente pode comprar o bilhete pra ver todo o centro direto no guichê eletrônico e sem fila <3. Você também pode escolher uma exposição específica, mas eu quis ver tudinho.

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Subi pra ver a “Surround” do artista Malaquias Farrell e adorei, adorei como se não houvesse amanhã! A exposição tem como alvo, crianças de 3 a 10 anos. O artista cria peças, engenhocas e máquinas pra falar de um assunto que toda criança já começa a ter consciência desde as primeiras idades, seja em casa ou na escola: o meio ambiente. Malaquias recriou paisagens à sua maneira, por meio de objetos descartados e questiona o uso dos mesmos por nossa sociedade. As peças usadas, sejam roupas ou objetos, bailam, em movimentos precisos e orquestrados por máquinas.

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A exposição do Malaquias convida as crianças: faz um mergulho no mar, um passeio na floresta e uma visita a um centro urbano. É a sua arte eletrônica, que ele trabalha desde 1990. O mar, poluído por garrafas, ganha vida por meio de discos com micro bolinhas que reproduzem, de forma harmônica, o barulho do mar. Os movimentos são comandados por pequenas máquinas, cheias de fios e circuitos.

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Faz a criança se questionar sobre o futuro, sobre o seu papel, conscientiza e os eleva à agentes defensores do planeta, que são verdadeiramente. Eles botam a mão na massa nas áreas criadas pelo artista. Desenham, criam, fotografam, fazendo pequenos filminhos sobre o tema e os pais se divertem junto.

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Terminado o passeio pela “Surround” fui subindo os andares pelos corredores externos que de fora via e não entendia..

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No andar de cima, plaquinhas de luzes que super quis pra mim.

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Além de uma biblioteca maravilhosa com preços bem bons! Fora os livrinhos de arte pra criança. Tipo, um que contava a história do Basquiat pra crianças! Ainnn <3

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O lugar é enorme. Um grande equipamento da arte moderna e contemporânea com mais de 100 mil obras de artistas de várias partes do mundo, além de bibliotecas de mídias e documentação.

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É pra entrar e se perder por horas lá dentro.

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Em alguns salões laterais, experiências multi-sensoriais com vídeos, áudios e até uma sala pra gente rabiscar super concorrida. Isso é só um trisco, um trisquinho do que é o Centre Pompidou, minha gente. É pra passar uma tarde por lá, sem pressa só conhecendo a arte do mundo todo. E depois de rodar tudo, fui seguindo até o último andar, pra ver Koons e cheguei!

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E tava super cheia. Todo mundo querendo ver de perto as obras desse grande artista americano. Tenho certeza que tu conhece alguma obra dele. A exposição “Jeff Koons, a restrospectiva” saiu de Nova York pra ser recebida pela primeira vez na Europa. Mostra a obra e a vida do artista de 1979 até agora em diversos ciclos da sua criação, desde seus primeiros trabalhos pops, ou aqueles que sugerem partes da sua vida pessoal (como por exemplo, quando era casado com ícone pop pornô, a Cicciolina) até aqueles mais recentes que dialogam com a história mais antiga da arte.

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É um mistura de cores e do kitsh. Objetos que podem parecer simples, comuns, até banais mas que na verdade é um estudo de cores e técnicas. O artista não engana o seu público, é o que é. Ao passo que tinha obras do Koon que estrearam na exposição, há também aquelas mais conhecidas como a “Dog Balloon. Em aço escovado, a versão dele foi a obra de arte de um artista vivo mais cara vendida em leilão. Por 58 milhões de doláres. Totó..vem cá, totó… deixa eu te alisar pra ter sorte 😀

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Já o coração, de uma tonelada foi mais baratchinho: 28 milhões.

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Jeff Koons é tido como um artista controverso, segundo os estudiosos. Ele questiona o mercado de arte com ironia, o padrão de beleza, a cultura de massa, o consumo. E adoro isso.

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Nem imagens clássicas escapam. Ganham cores, brilho e diversão. A exposição dividiu opiniões. Teve gente achando muito pouco pra tá no Pompidou, enquanto outros saíram encantados, comprando catálogos das obras do Koons. Controversa, questionadora, divertida antes de tudo, eu gosto muito do trabalho do Koons e adoraria ter um réplica miúda dele em casa.

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A exposição fica no Centre Pompidou até abril. E depois de sair da lá, é ideal passar pelo restaurante no último andar e apreciar uma das vistas mais lindas de Paris! Disputei meu lugar, mas consegui, apreciei e cliquei <3

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Beijo, genten!

 

 

 

 


Uma resposta para “Jeff Koons no Centre Pompidou”

  1. […] dali fui pro Marais, pertinho do Pompidou que já te falei, lembra? A feirinha aqui é pequena e mais de gastronomia que de objetos ou […]

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