25 de abril de 2014

Mais uma reforma (E como repintar com Esmalte Sintético)

em DIY

Gentchy querida!

Como vão vocês, hein? Me bate não? Te juro que esse sumiço tem motivo: eu surtei 😀 Sério, tô numa correria sem fim pra dar conta de uma Feirinha que acontece pro Dia das Mães aqui. É um evento grande que dura cinco dias e é lindo! Já participei de outros bazares, antes mesmo do blog, mas agora tem um peso maior, eu sinto. Então, é correndo com costura pra lá, embalagens, etiquetas, tags, brindes e tudo mais pra cá. Fora que logo depois da Feirinha volto a vender online e pra isso, tenho de ter tempo pra tirar foteenhas legais pra vocês.

Quando penso em bazares e feiras me passa um filme sobre nosso trabalho craft, artesanato contemporâneo, costura criativa e etc. Lembro que em um desses eventos, um cliente, conhecido, virou e disse: ” Ahh, tá caro, isso só é tecido.” Mainha me deu educação demais pra frear a minha língua e não dar uma resposta daquelas, mas só retribuí: ” Sorry, este é o preço.”

O preço é justo e até inferior quando a gente pensa que o cliente não tá levando só uma peça. Mas carinho, cuidado, conceito, ideia, criação, criatividade, noites sem dormir, horas de dor de coluna e inúmeros detalhes que  vão juntos com uma peça seja de tecido ou não. Quando era um hobby e trabalhava como repórter em tempo integral, ainda titubeava, duvidava de todo este valor colocado nas minhas criações, mas agora, do outro lado, me assumindo completamente como crafter, criadora, produtora, designer não dá mais pra levar a coisa assim (te falei que saí da agência de publicidade onde trampava, né?) Há tempos isso é o que permeia tudo em mim e respeitar o que fazemos é obrigatório.

E penso que tudo que a gente puder fazer de melhor pra agradar quem nos procura e valoriza o que a gente produz vale a pena. Eu tinha uma mesinha, forrada com tecido floral. Mas além dela ser enorme e tá lá muito bem aproveitada na casa da minha sogritcha, queria algo menor e mais prático pra transportar. Daí lembrei no meu antigo aparador. Lembra dele? Nesse post dá pra ter uma noção de como ele era usado aqui no apê. Foi um presente de um amiga e já tava bem velhinho. Mesmo assim, serviu como nosso aparador-tabuleiro por mais de um ano. Então, peguei o bichinho e sapequei tinta pra servir como minha banquinha pro próximo evento! Vou te mostrar. Primeiro, fui acrescentando pregos onde tava precisando e cola pra madeira. A cola salva muito!

Tabuleiro2

Depois disso, é hora de malhar a pelanca do tchau, ladies! 😀 Vamos lixar tudinho pra poder receber a tinta escolhida. A primeira dica é lixar só até tirar o brilho, não precisa pirar e querer tirar tooooda a tinta, tá? Na verdade, esmalte sintético à base de resina. Poderia ter comprado um à base de água, mas o triplo do preço me fez usar o que eu já tinha. E pra pintar esmalte por cima de esmalte?

A peça já estava pintada com esmalte sintético à base de resina, numa cor forte como vocês observam. Daí, pra gente poder lixar com maior facilidade, passa um pano umedecido com água raz por toda a peça. Isso ajuda a amolecer mais um pouco o esmalte antigo e na hora de lixar pra retirá-lo fica melhor. Quando for aplicar a nova cor, você vai ver como ela adere bem.

Tabuleiro3

Limpei todo o pó com o um paninho seco e comecei a pintar. Primeiro as pernas do tabuleiro. Foram duas demãos com intervalo de um pouco mais de uma hora cada.

Tabuleiro1

Se enquanto seca, o esmalte escorrer, sem grilo: passa um pedacinho de jornal pra tirar o excesso e pinta de leve por cima de novo, tá bom?

Tabuleiro5 copy

Esperei secar bem e preferi deixar o resto do trabalho pra o dia seguinte. Afinal, morar em apê e pintar móvel não combina. Depois de tudo sequinho, escolhi um tecido em xadrez pra compor. Minha paixão! Apliquei-o apenas na base interna. Passei cola diluída com um pouco de água e fui colocando o tecido. Como ele tem uma boa trama, não ficou aparecendo o fundo azul do tabuleiro.

Tabuleiro4

Tabuleiro9

Depois daí, é a hora de aplicar cola+água por cima de todo o tecido. É pra fixá-lo melhor e garantir bom acabamento. Em seguida, cortei o excesso com um estilete. Só que (hora do vacilo) eu enrolo e nada de trocar o estilete que tá meio cegueta. Acontece que ele emperrou e acabou tirando o esmalte de uma das partes. Só que aí, em vez de pintar de novo, resolvi colar as sobras de tecido por dentro e achei que ficou bem legauz!

Tabuleiro8

Aparei (com mais cuidado) e com a ajuda de um tesoura as sobras.

Tabuleiro7

Pra finalizar, mais retoques: como pintei o tabuleiro montado, seria natural que quando o fechasse, pudesse tirar um pouco do esmalte. Sendo assim, só é aplicar de leve mais tinta nestes pequenos locais.

Tabuleiro10

Como frufru pouco é bobagem, peguei minha caixa de papel de scrap que ganhei de uma amiga e resolvi fazer bandeirolas. Ahh, não sei, gentchy, me bateu aquela onda de barraquinha, quermesse, feirinha, tarde, bandeirola, coisinha de interior…

Tabuleiro11

Fiz algumas pequenininhas e preguei tudinho em volta da peça, na parte que fica pra frente. E aí tá!

Tabuleiro13 copy

Peça pronta, dada grau pra encher de produtinhos fofis e receber quem for visitar a Feirinha na semana que vem. Sou baiana e não nego, minha gente, dessas de tabuleiro e tudo! Bjbj!

Tabuleiro12