15 de abril de 2018

Mesa com nicho – Móveis com cabides

em Feito à mão

Bora pra mais um móvel rápido, fácil e com cabide? Bora!

Sigo por aqui executando esse trabalho de design francês “open source” do Pierre Lota como falei no post anterior. A pecinha/mesinha de cabeceira fez taannnto sucesso que me lembrou como é gostoso compartilhar tutoriais bacanas e do jeito que a gente gosta, pois todo mundo fica no maior assanho pra criar, fazer por si mesmo e dividir ideias. Lá no Instagram e na Fanpage rolou muita gente trocando ideia pra lá e pra cá sobre o primeiro móvel. Se você ainda não me acompanha pelas outras redes, chega junto que por lá também é massa.

Mas chega de prosa. Deixa eu contar como dá pra fazer outro móvel usando apenas quatro pedaços de madeira, 4 cabides e partes de dois deles. As ferramentas que utilizei nesse projeto foram as mesmas do projeto anterior como serra tico-tico, furadeira/parafusadeira pra madeira, lixadeira, mas alguns extras:

Parafusos de 2,5; 3,0 e 3,5

4 parafusos com cabeça sextavada e 6 porcas sextavadas

4 parafusos com cabeça sextavada ou chata e mais 4 porcas borboletas

4 cantoneiras leves de alumínio que esqueci de tirar foto, mas baixei uma imagem porque sou boazinha contigo

Utilizei novamente sobras de compensado laminado de Pínus de 15mm. Cortei 2 quadrados de 45cm x 45cm e 2 pedaços de 12cm x 45cm.

“Keide os cabides, Eva?” São 6 cabides pra esse projeto, 4 inteiros e em 2, apenas os filetes cilíndricos da parte de baixo. Como a ideia não é pintá-los, não lixei nenhum. Mas lembra do que falei no último post, tá?

Como sempre falo por aqui: vamos fazer o que dá com o que a gente tem. Seguindo meu próprio conselho, lancei mão da massa niveladora pra madeira que ajuda a preparar fundos de madeira crua pra receber a tinta. Eu prefiro o Fundo Nivelador mesmo, mais líquido, mas não tinha e a lata da massa estava cheia, além de velha, tenho que usar logo. Então fui dissolvendo um pouco em água, já que é um produto à base de água, apliquei com o rolinho e lixei com lixa d’água. Dei duas demãos, só mesmo pra facilitar a aderência do esmalte sintético na cor “Verde Folha”.

Mas antes de pintar, garanti a montagem parcial da peça pra facilitar o manuseio na hora de pintar e também, porque queria um acabamento diferente dessa vez no tampo. Em vez de deixar os parafusos aparentes como os da pecinha do último post, quis deixar a superfície lisinha com o uso de cavilhas. Cavilhas são conexões de madeira, faz as vezes de parafuso a depender do tipo de móvel que deseje e também esconde o parafuso. Não é difícil de usar: antes de qualquer coisa, abri o caminho do furo antes de instalar o parafuso.

Depois disso, peguei uma broca pra madeira de 8″ e furei em cima do primeiro furinho até a metade da espessura da madeira, cerca de 7mm e um pouquinho.

Aí vem o truque: a cavilha que você vai usar deve ser do mesmo tamanho da broca que você abriu o furo, tipo, cavilha de 8″ pra broca de 8″. Se só tem uma broca menor, de 6″, a cavilha deve ser de 6″ também e por aí vai. Depois do furo feito, instalei o parafuso até o final e coloquei um pouco de cola.

Em seguida, instalei a cavilha e deixei secando por um tempo. Depois de bem seca, cortei com uma serrinha de arco.

Depois de cortar e lixar o excesso, ficou assim: o parafuso escondido e acabamento lisinho.

Aí segui montando as laterais ao menos.

Com o tampo já adiantado, comecei a montar a base com os cabides. Coloquei sobrepostas a parte direita do cabide esquerdo e a parte esquerda do cabide direito, assim como na foto. Garanti a fixação com um gancho, encontrei o meio depois de medir o comprimento e dividi por 2 e fixei logo os cabides com um parafuso de 3,5. Fiz isso com os outros dois cabides e comparei pra já saber se não havia grandes diferenças

Em seguida, defini as posições das cantoneiras e os furos do parafusos grossos com porcas borboletas indicados aí por esses dois pontos vermelhos.

Depois de fazer todos os furos, preguei as cantoneiras com os parafusos sextavados mais finos e suas porcas, além de colocar as porcas borboletas com os parafusos mais grossos nos outros furos feitos. Não senti necessidade de colocar arruelas. Feito isso, já tinha as duas pernas da minha mesinha. Marquei o posicionamento delas ainda sem pintar o tampo da mesa nicho e voltei pra concluir.

Depois de pintar o tampo da mesa nicho, instalei novamente as pernas na posição que já havia aberto com a furadeira. Mas ainda faltam os dois filetes cilíndricos, lembram? Então, isso é importante: Depois da mesa quase pronta, a gente precisa sentir o peso dela, como os cabides vão abrir, vão se encaixar em si mesmos, sabe? Ver como o peso tá sendo distribuído porque lembre, é uma peça feita à mão, com máquinas manuais e as diferenças miúdas podem ser compensadas na hora da montagem. Então, com as pernas no lugar, medi o tamanho dos filetes que deveriam se encaixar das laterais e cortei o excesso.

Em seguida, fixei o filete com um parafuso de 2,5 no encaixe curvo pequeno que já tem em todo cabide de madeira. Dá uma olhada na imagem que você vai entender.

Pronto, agora tudo tá fixo e firme. Mas se você sentir meio em falso, não se preocupe. Basta lembrar que é um processo manual, mas que também os cabides não são peças perfeitamente simétricas e de medidas exatas, principalmente se forem usados como os meus, que costumam estar empenados, então, se precisar de algum calço, instala uma borrachinha ali ou aqui. No meu caso ficou um desnível de milímetros que pra resolvê-l0, coloquei um mini parafuso na ponta de uma das pernas, quase da cor do cabide, nem deu pra perceber. Ficou tudo certo e olha o resultado! Mais um que amei!!

Olha as pernas…

Gente, não me canso de olhar… Achei tão lindona essa peça, as cores, madeira e verde (a minha preferida) sempre harmonizam perfeitamente.

É só por hoje! Me contem o que acharam nos comentários, minha gente! Vamos voltar a papear nesse blog, han? Lembrando que quem reproduzir o projeto me avisa, me marca, cita a execução de mais um projeto de design francês open source que trago por aqui. É bacana, é educado e valoriza o trabalho de quem tá por trás. Combinado? Um beijo e até já!