17 de fevereiro de 2016

Montevidéu, decor das boas e mais do Uruguai

Em Decoração

Gente, ó, saquei uma coisa necessária nessa vida de autora de blog. Vou parar de dizer “volto amanhã” por motivos de: internet ruim pra caral…caramba. De novo. Ôôôô sofrência. Quando a gente pensa que tá tudo resolvido, a vida vai lá e pêêêi! No nosso lombo, fazendo a gente sofrer sem conexão. Mas vou aproveitar logo antes que a net dê tilte de nov… e…. e… a…conexã… t.. ruim….d…no…o.. Rá, mentira! 😀

Voltei com mais lugares lindos de viver depois da nossa passagem pelo Sul do Brasil e Uruguai. Depois de te contar como foi por Pelotas, La Paloma, La Pedrera, Punta Del Este, estoy aqui, queriéndote, pera, estou aqui pra te contar como foi em Montevidéu e detalhes de decor incríveis.

O primeiro contato com Montevidéu num final da tarde foi meio xoxo, não conseguimos ver direito a cidade, mas caminhamos bem pelo centro dela, pertinho do nosso hotel. Com o sol do outro dia foi melhor pra ver que ela é uma cidade bonitona e interessante!

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Batemos bastante perna, entrando e saindo pelas ruas, vivendo um pouquinho da cidade. E como de costume, fomos conhecer o Mercado Central do lugar e o de Montevidéu é só com restaurantes dentro e banquinhas de arte por fora.

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Descobrimos que a noite no Uruguai só começa a partir da meia-noite, uma da manhã… A galera fica no virote mesmo curtindo a night pelas ramblas. Mas marido tinha descoberto um Café Bar antigo e tradicional de Montevidéu, o Tabaré e fomos pra lá. Aberto em 1919, o Tabaré era um armazém e hoje é tido como um lugar da boemia. Que delícia! Quem for à capital, pliss, passa lá porque vale muito à pena. O ambiente ganhou a gente logo de cara: boa música, aconchegante, discreto, ótimos vinhos e comida de salivar.

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Sorrentino ao molho de tomate seco e vinho Uruguaio. Ótima pedida!

A gente sempre faz isso quando viaja: sair meio sem roteiro por algum período e ir topando com os lugares, sentindo a cidade, as pessoas. Topamos com esta livraria! A Moebius tem uma decor maravilhosa, meio kitsch, vintage e criativa.

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Aí se quiser saber o endereço: neste livro velho você encontra.

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Vende livros, vinis e objetos de decor. A música ambiente é super bem selecionada e assim ficamos conhecendo alguns músicos do Uruguai e já ouço apaixonada 😀 É um misto de galeria de arte também, com quadros de artistas locais à venda.

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Depois que a gente comprou alguns livros, saímos passeando por ali e como disse antes, tem coisa bem boa de se ver pelas redondezas. Olhem esses cantinhos?

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E como a vibe que tomou conta do meu ser agora é a da decor, prometi compartilhar o hostel onde ficamos em Punta lá no Instagram, lembra? Nooossinhora, minha gente, prepara aí que vem coisa linda com dicas bem a nossa cara!

El Viajero é um hostel, na verdade, uma pequena rede de hostels presente no Uruguai, em Punta Del Este, Paraguay e Colômbia. Segundo a funcionária a proposta é sempre esta: uma casa antiga, reformada e repensada pra receber a galera viajante. A entrada tem um deck, móveis de pallet e este azul céu divino!

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A mesa: uma ex-gaveta que ganhou rodízios e pernas de outro móvel viraram objetos de decoração do centro da mesa.

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A noite os grupos se reuniam por aqui, as luzinhas se acendiam, uma galera na viola, outra jantando, outra bebendo e esse clima gostoso de hostel, super à vontade.

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Por dentro, espaço e mais opções boas de reaproveitamento e criatividade. Uma sala aberta, onde a galera dorme também,  a TV apoiada em uma antiga radiola e o Dumas, mascote do Viajero que, claaaaro, eu enchi de dengo e foi parar no nosso quarto, um bebê <3 <3

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A recepção é essa coisa de enlouquecer que já tinha mostrado no Insta: um balcão feito só com malas vintages! Lustres adaptados com utensílios de cozinha e instalados em trilhos e…ai…tô sem fôlego de amóór <3

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Do lado oposto, a área do café e do bar. À noite, sinuca, aula de dança e umas biritas e pela manhã, a mesa de sinuca virava a mesa do café.

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Páginas de revista em quadrinhos cobriam paredes e móveis, essa arte maravilhosa escrita “Viajero” e detalhes coloridos. Os tampos das mesas recebiam pinturas diversas. E observa onde as taças do bar estão penduradas? Uma prancha foi adaptada.. E o balcão do bar, sobras de móveis.

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No quarto, mais alternativas. Adorei o nosso, de casal com banheiro. Os tijolinhos, amor dessa pessoa que vos fala, foram pintados de branco, uma porta virou cabeceira, mesinhas laterais em madeira de demolição deram um tom rústico e aconchegante, ainda sinto uma pitada de industrial.

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O teto foi pintado de preto após os tijolinhos e uma lâmina de Mdf foi pendurada por cabos de aço e um spot foi embutido, adorei! Estilizou a iluminação de uma forma simples e despojada.

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O banheiro teve os azulejos pintados de um verdinho quase branco, em tinta epóxi e a partir deles, esmalte berinjela escuro, ficou bem bacana. No encontro da pintura com o azulejo, pastilhas foram coladas. E outro detalhe que adorei do banheiro foram os bicos de renda de algodão costurados diretamente na cortina de plástico pra tirar a feiura dela.

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O corredor segue a linda rústico/industrial com fiação aparente em canos de alumínio, teto cinza escuro, tijolinhos pintados e pitadas de cores vibrantes.

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Ao descer as escadas, uma moldura varal.

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Animou com as ideias, meu povo? Massa, hein? Espero que estejam gostando desse passeio por cantos tão legais deste país que já me é muito querido. Amanhã vol… eita, pera, não. Prometi. Com essa net meio aqui e acolá, tipo Mestre dos Magos, posso te dizer que vou trazer o último post, inteirinho sobre o meu lugar xodó: Colônia del Sacramento. Até já, se a net não me podar! Rimou!

Fotos: Bruno Leites, Rogério Luiz e euzinha