12 de maio de 2015

Nosso novo studio em Paris

em Roda, menina!

Oi, galhere! (Tu vê que me supero na saudação pra tu, né? :D)

Pois bem, agora tô vivendo pela rive droit, ou, margem direita do Rio Sena. E, cá entre nós, minha gente, estamos bem mais felizes e tranquilos. Fizemos três meses em Paris morando no famoso Saint Germain-des-Prés, já te falei como era aqui e aqui. Mas a falta de afinidade com o lugar foi rápida, mesmo sendo um bom bairro. Logo no primeiro mês, descobrimos que os lugares que gostamos ou que queríamos conhecer, ficavam todos em sua boa parte, em bairros mais afastados, não badalados e não turísticos. Sem contar no valor altíssimo do aluguel e dos serviços pelo bairro.

Foi muito válida a passagem por esta outra realidade. Sempre, sempre, tudo é aprendizado. Para a primeira vez fora do país, dentro da cidade mais visitado do mundo, o bairro foi ótimo, nos acolhendo com segurança e tranquilidade. Mas depois de pouquinho tempo, a gente entende que a coisa é mais simples do que a gente imagina e aí, a gente ficou pagando só pra dormir no lugar. Nesse tempo conhecemos gente boa pra caramba, como a gente: jovens (marromenos :D) estudantes, bolsitas com grana curta e curiosos pela Paris lado b. Recebemos várias dicas e começamos a pesquisa, que não demorou muito. Porque no caminho, topamos com a amiga Fâ, uma gaúcha fofa, mulher do Bruno, amigo de marido do doutorado. A Fâ (ou Stefânia) já morou por aqui outras vezes, é danada e se vira super bem. Logo, entrou em contato com um casal que ia ficar fora de Paris até agosto e toinn! Deu certo! Obrigadão, Fanzita! O preço bem melhor, o studio maior, mais novo e mais claro, arejado. E pra completar, fica AO LADO do nosso curso de francês. Nem metrô pego mais. Êêê diaxo, ó que coisa boa?!

Hoje a gente vive em Cadet, no 9º arrondisement, já pertinho do 18º (Montmartre) do 19º também onde têm os nossos parques preferidos e barzinhos também. E olha mais coincidência boa: o casal em questão, são mais senhores. Ele, trabalha com cinema e ela o acompanha nos projetos e trabalha com artes plásticas! Sem contar que são bem educados, estudiosos da cultura e engajados. No nosso primeiro contato pra fechar o aluguel, até sobre a situação política do Brasil falaram e entendem, o que é melhor. Lamentaram também por Paris, segundo eles, ter virado um lugar de explorar turistas. Em crise, com a taxa de desemprego mais altas dos últimos tempos. É bom ter contato com outras opiniões sobre uma realidade que você julga diferente, principalmente quando vem de gente entendida, estudiosa e consciente. Mas chega de rami rami, deixa eu te mostrar o nosso novo e temporário cantinho!

O prédio é mais novo e pra ter acesso, fica em uma passagem. Tipo uma viela, que a gente deixa a rua e entra nela. A estrutura de construção do estúdio é um vão com banheiro e cozinha americana e a partir daí eles criaram dois pequenos cômodos em madeira, tipo mezanino. Foram adaptando o lugar para quando estão em Paris, porque eles moram mesmo em uma casa no sul da França. Assim que a gente entra, um recuo com cabideiros, prateleiras e banquinho. Enchi com meus chapéus  e os nossos casacos pesados. Ah, esse de pelo não é nosso. Torço pra que seja pelo sintético :/ Daí há uma prateleira com vista para um dos mezaninos.

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Indo pra esquerda, a cozinha americana, com balcão em pedra pintada de branco e madeira. Os bancos em vermelho são lindos e resistentes. Além disso, na área molhada, o piso é em cerâmica e não madeira.

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Você vai ver que este é maior, mais claro e tem mais cor que o outro onde a gente morava. A paleta é básica, mas é mais viva que antes. Branco, marrom e vermelho em detalhes por todos os lugares. Como um bom lugar adaptado, os menores cantinhos foram aproveitados. A cozinha é bem equipada com um fogão elétrico mara, muitos objetos e temperos. Há menos armários, mas não senti falta. Pelos cantinhos, utensílios, geladeira pequena, máquina de lavar também e agora um forninho! Potente que só, dele já saíram delícias, nham nham!

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Ali ao lado outro recuo pra o banheiro. Acho que é o cômodo mais surrado, mesmo assim maior, mais arejado. Ele é todo angulado, em “quina” foi ruim pra fotografar, mas tem banheira e tudo, um chuveiro dos deuses, uma pia maior, armarinho atrás da porta já entupido com nossas coisas e ainda, secadores elétricos! Aeeee! Se tem uma coisa que não suporto em espaços pequenos é não ter onde pendurar toalha e ter de usar coisa úmida.

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Em frente, a sala de jantar com um mesa em madeira que adoro e ainda aumenta o tamanho mais cadeiras estilo Tonet. Aí a gente encontra o primeiro mezanino, onde o Alain, morador trabalha e agora marido assume. Na verdade, não é bemm um mezanino, afinal, a estrutura destes é diferente. É um pequeno “andar”, digamos. Escrevi assim porque não pensei em nome melhor. Nele ncontramos versões de livros de história da arte, pintura que também usamos! Além de cds de boa música brasileira. Embaixo do piso do mezanino, aberturas pra encaixar gaveteiros e guardar banquinhos, cadeiras e nossas malonas.

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As paredes em branco bege se misturam com as pedras da construção e eu adorei esta mistura de materiais com a madeira branca ou marrom clara. Deixa rústico e aconchegante. Uma pequena prateleira acima do aquecedor, recebe uma luminária e nossas coisinhas. Porque no studio não há iluminação vinda do teto. Mas não sinto falta. A janela ajuda bastante.

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À direita, subindo três degraus em madeira clara, cadeiras confortáveis pra uma leitura, um bate papo e uma gelada. A janela é uma delícia e tem vista pra área em comum e com plantas. As divisões foram feitas com pequenas estruturas em alumínio ou em plástico, tipo box de banheiro. Dei uma enfeitadinha pra dar mais cor.

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Acho uma delícia este espaço e ainda é enfeitado com obras criadas pela moradora. É sem dúvida nosso lugar preferido e quando rola o banzo pra ficar em casa, cervejinha e petiscos rolam por aí mesmo.

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Do outro lado, outro pequeno “mezanino”, ou “andar”. Antes, da divisão, mais artes da moradora que cria em pastel e outras técnicas. É mesmo uma craft de mão cheia: aproveitou as caixinhas de filmes de uma polaroid antiga e fez de moldura pra seus quadrinhos.

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Aí atrás é o quarto e onde há o “petit bureau”, meu novo espaço de trabalho e onde a moradora cria ao som de música clássica. Ela me mostrou, deixando à vontade todos os cds. Ela ainda tem um gaveteiro com caixinha de costura, fita métrica, fita assim, assado, chave de fenda e etc. Ahh mell dellss… Muito amor! <3 <3

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A cama é mais durinha que a antiga e minha coluna agradece. A janela é voltada pra rua, com grades e vidro fosco. Mas a cortina pesada escurece e esconde tudo quando preciso. Ainda há luminárias e as paredes viraram armários.

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Em frente, um armário de metal pintado faz as vezes de guarda roupa também. Quebra o mó galho. Ao lado, uma pecinha antiga linda e este abajur que também achei lindão.

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E é aqui que a gente pretende ficar até voltar pro nosso cantinho na Bahia em agosto. Vamos terminar nossos meses em um lugar delicioso, um bairro que adoramos, com os serviços que gostamos e perto do que a gente adora também. Ainnn, tem como não ser uma passagem incrível pela cidade luz? Tem não!

Um beijo, gentchy!