16 jun 2015
Viagem

O marco zero de Paris – Parte II

Eu não sabia e descobri sentando a buzanfa pra ler, que Paris nasceu na verdade por meio do povo de uma tribo, os “Parísios”. Era o povo celta que vivia por aqui até a dominação romana. Depois que Júlio César dominou geral, deu o nome de “Lutécia” e o motivo mais aceito é que o nome venha do latim Lutum, “lama” pra relacionar com as terras pantanosas do lugar, já que estavam à beira do Sena. Entrando na Cripta Arqueológica que fica bem em frente à catedral de Notre Dame é possível descobrir isso e mais.

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A gente passeia por ruínas do período Pré-Romano, Romano e Idade Média. O porto, as ruas, as salas de banho são recriadas a partir do que já existe, com a ajuda de projeções e a gente tem uma ideia exata como a coisa era. As construções eram feitas com pedras retiradas dos depósitos de calcário. E dos depósitos de gesso saíam o reboco e argamassa. E é esse taaannto de calcário que explica essa água ruim daqui. Ahh que água ruim, sério. Eu, dessa cor, saio esbranquiçada. É difícil alguém que vem do Brasil, gostar, até agora não conheci um.

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Também têm animações pra clarear ainda mais.

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Conta a história que a Lutécia não desempenhou um papel econômico, social ou cultural importante como outras cidades da época, mas era o principal centro administrativo. Possivelmente chegou a ter 8 mil habitantes. Há alguns anos, entre 1991 e 1992 um dos conjuntos mais impressionantes de artefatos humanos mais antigos ainda que a Lutécia, da Idade da Pedra foi encontrado onde hoje é a região do Bercy, no 12º arrondisement. As escavações do Bercy estão há 2 quilômetros rio acima da Île de la Cité e delas foram tiradas objetos e até canoas do povo primitivo, tudo conservado ao longo de milênios por conta da lama. Ó que coisa, minha gentchy.. É, amigues, bora atrás dessa lama véa pra passar na cara, porque, viu… conserva bonito…

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Eu não vou mentir que minha cabeça viaaaja conhecendo sobre as histórias das origens e acho que me marca ainda mais fundo. Adoro! Me empolgo mais que o normal, se é que é possível. Saber que estas ruínas eram de uma cidade que deu origem à cidade mais visitada do mundo é de fazer voar minhas borboletas do estômago. Se este post é pouco? É minúsculo diante de tudo, de toda a história da Paris. Mas que eu gosto de saber, ah gosto.

Beijo beijo!


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