23 de maio de 2014

Oficina Mão da Massa com o Casa de Colorir

Em DIY

Eu não vou ficar aqui apresentando a Thalita porque vocês já a conhecem, né? Oxe, sabe não, é? Tá, tá, te falo um pouquinho: a Thalita é carioca, jornalista, especializada em marketing, apresenta o quadro “Oficina da Thalita” no Decora do GNT, é criativa, inquieta e moçoila fazedoira de um bando de coisas legais pra nossa casa e tudo muito, mas muito possível.

É autora do Casa de Colorir, que descobri logo depois que começou, há 4 anos. Puxei da memória como encontrei o blog dela, mas não lembro. Só sei que foi paixão à primeira vista. Não só pelo estilo de texto leve e projetos bacanas, mas pelo prazer que a dona da Casa sentia em compartilhar, em incentivar os leitores a fazerem o mesmo. O discurso não era unilateral, sabe? Do tipo: “Tô te mostrando o que eu fiz. Receba e diga oba”. Não. Era: “Ó, eu que fiz, mas é claro que você pode fazer também. É assim…” e aí a leitura seguia por posts e posts. A minha ideia de ter meu blog já tinha começado a brotar e claro que a Thalita foi um grande incentivo. Falei isso pra ela. Como? Na Oficina Mão da Massa que aconteceu em Salvador.

Tinha voltado de Sampa há um dia e dois dias depois precisaria tá no reino dendê, descansada e disposta pra botar a mão na massa por horas. Então, coloquei o aparador no carro e encarei mais de sete horas de estrada pra fazer a Oficina. Cheguei um bagaço, confesso.

Antes disso, ficava ligada na Fanpage do Casa de Colorir pra saber quando a Thalita viria pra Bahia. Exatos 43 minutos depois que ela divulgou a inscrição, corri pra fazer a minha lá mesmo em Sampa. Garanti minha vaga! Escolhi o turno da tarde e antes das 15h, horário marcado, tava lá na porta da Urbans Arts Salvador.

A Urban Arts de Salvador tá incrível. Já conhecia a proposta do lugar por meio das Urbans de São Paulo e comemorei quando a Bahia recebeu a sua por meio da iniciativa de três jovens empresários. Dos três conheci o Marcelo, bem gente boa. A Urban Arts possui ao todo 10 lojas pelo Brasil e traz ao público, arte digital e ilustração de jovens e talentosos artistas. Toda semana algumas peças novas chegam ao lugar com cerca de 250 cópias por todo o país. São quadros com ou sem moldura, pôsteres, ilustrações, almofadas, adesivos, jogos americanos, gadgets para notebooks e celulares e outros acessórios. O que é melhor, com preço acessível.

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Tem muita sacada boa e cheia de humor. A Urban de Salvador fica no Rio Vermelho, em frente à praia da paciência. Lugar melhor pra inspirar nossas pinceladas não teve.

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Antes de começar a colorir, uma boa roda de conversa. E quanta conversa rolou! Adorei ouvir a história da Thalita de perto, da Aninha a assistente fofa dela e as das outras participantes. Foi muita história e a Thalita, generosa e carinhosa, ouvia cada uma com atenção, incentivava novos planos de algumas, admirava as de outras, contribuía com alguma informação pra de outras mais. Conheci gente muito bacana, meninas bem legais e rolou chorinho. Pra variar 😀

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Depois das trocas de ideias, ganhamos cada uma o avental xodó e fomos botar a mão na massa! A Aninha sempre por perto deu todas as instruções.

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Meu móvel, gigante diante dos das outras meninas, tinha de ter limites na hora de criar, pensei. Não daria pra fazer muita aplicação de tecido e papel, pois estes eram em pequenos pedaços, logo teria de usar muito e poderia faltar pro pessoal. Resolvi trabalhar só nas tinhas. E me perco por elas, de boa. Não tenho medo de cor e olhando pra um móvel cru, as possibilidades são infinitas! Depois de trocar de ideias com a Thalita e com a Aninha e de planos A, B, C resolvi compor a parte interna do aparador de pínus com cor sólida verde e a parte externa com outra cor e desenhos.

Gentchy, adoro muito tudo isso. De verdade. Nada me dá mais prazer! Gosto de projetar, sentar, desenhar certinho num programa de computador, ouvir o cliente e tal. Mas a criação com liberdade, vindo pura, genuína da tua própria cabeça é o que verdadeiramente me dá euforia!! Pra não dizer frisson que é muito década de 80! Só falto voar de tanta empolgação. Ok, tive de me conter pra não pagar mais mico, afinal, já tinha chorado na frente do povo.

Aí as lixas começaram a comer soltas! Era neguinha com pó nos cílios pra lá, outra com pó no cabelo pra cá, gente descalça, à vontade, feliz em tá ali. Aproveitando tudo. Adorei a vibe.

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Como a minha peça já era crua já passei pro preparo e fui pensando nas cores. Daí em diante foi seguir algumas instruções da Oficina, aprender detalhes que fazem muita diferença e deixar a criatividade fluir. Aprender que tudo pode. Tudo mesmo. O que é erro pra um, é acerto pra outro, um borrão torna o acabamento mais natural, desgastar uma pintura certinha demais traz outra cara pra peça, assim como aquela perfeita feita com rolinho também. Uma estampa de papel coroa a peça, assim com um retalhinho de tecido também. Enfim, se tratando de criação, tudo é possível. Assim deviam pensar muitos instrutores de arte, principalmente os das escolas que se dispõem a tal. Pena que o contrário é em maior quantidade. Então, aproveitemos estas oportunidades. Me esbaldei e sei que as meninas também.

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A Thalita e a Aninha sempre por perto, dando atenção, toques e dicas infalíveis pra gente dominar o mundo com pincel e cor! Uahaha (risada má)

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E eu aí vendo que fiz uma leve caca na minha peça. Mas deu pra corrigir e ficou lindo!

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Quem foi assistente voluntário, trouxe seu móvel no bolso 😀 Não te disse que o meu era gigante diante de algumas peças?

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Várias horas depois, já à noite, cada uma com sua peça pronta. E saiu tanta coisa linda! Saca só:

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Pausa pra foto, claro. Nunca vi tanto celular e câmera na vida. minha gente. Repara que tem uma olhando pra um lado, outra pra outro. Ainn, vários focos nessa vida! 😀

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Foi uma delícia e não podia ter sido diferente! Se fiquei feliz? Ah, para vai, isso é pergunta que se faça? 😀 E foi lindo trabalhar com marido, afinal, ele foi um dos fotógrafos voluntários da Oficina <3

Foi bom poder debater, trocar vivências, me certificar que compartilho da ideia de que é sim bacana projetar um ambiente, mas promover a ideia, gerar o conteúdo é melhor ainda. Talvez por, antes de ser designer de interiores, sou jornalista. Foi nisso em que trabalhei por quase uma década da minha vida e é assim que acho a saída pra dividir boas ideias, informações, trazer pro outro o que acho bom e proveitoso. O design tem me dado esta oportunidade de outra forma há pouco tempo, afinal, me formei ano passado. Mas a comunicação é canal do mundo, então, deixemos que ela faça seu trabalho achando parcerias nos bons temas <3

É fabuloso, de verdade, poder encontrar com gente que você admira. Isso já tinha acontecido em Sampa com tanta gente querida e em Salvador foi igual. Caminho pro final de maio agradecendo a Deus por um mês tão lindo. A admiração pelo trabalho da Thalita só aumentou e a inspiração deste encontro também. Garanti mais um aperto, crariu!

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Thalita e Aninha, ah e Júlia! 😀 Obrigada pelo encontro. Carinho enorme por vocês. Que a gente se encontre por aí de novo, ou então por aqui. Um beijo de saudade! E Vida longa à Oficina Mão na Massa!