25 mar 2015
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Onde estudar em Paris: L’Atelier 9

Meu contato com o francês sempre foi muito e muito pouco. Explico: venho de uma mãe que quando pequena, quase foi levada embora da Baêa pela fessora de francês da escola, tamanha era a paixão da aluna pelo país. Mainha não foi, néammm (Ainda bem, porque aí não teria nascido do meu painho tão amado :D) Mas se a vida de mainha tava na Bahia,  o coração também tava na França. Cresci ouvindo os vááários vinis de música francesa, com ela se derretendo pelos filmes daqui, me chamando de palavras esquisitas que não entendia nada e dando o nome “Brigite Bardot” pra nossa gatinha siamesa.

Por mais que tivesse vivido em meio a isso, fui estudar inglês. Daí, aaaanos depois, eu e marido cavamos a chance de vir pra cá e ela apareceu. Como cê sabe, não mudei de vez pra Paris. Ainda esse ano do te volta pra minha Baêa. Oxe, sabe não? Então clica aqui pra saber como paramos aqui. E no último semestre do ano passado, comecei um intensivão da língua com um professor e amigo (Obrigada, Robs!) Tive o meu primeiro contato pra valer nas aulas com ele. Mas como em todo intensivão pré viagem, o estudo diário é mais que necessário e eu não pude cumprir essa rotina. O natal tava chegando, a lojinha virtual tinha sido lançada e o trabalho era árduo. Marido já estudava a língua desde os tempos do mestrado, então foi mais tranquilo pra ele.

E nesse intervalo looongo de organização da viagem, comecei a ver onde estudar a língua aqui. Gente, foi demorado pra caramba até achar. Muita, muita pesquisa. A gente tem uma oferta enorme de sites que compartilham dicas sobre Paris e pude contar com muitos amigos também. Mas os cursos que chegavam até a mim, ou eram muito caros ou então a duração dificultava. Em muitos poderia começar, mas não terminar. E acabou que não achei em nenhum.

Uma opção era checar os cursos oferecidos pela prefeitura de Paris. Eles são suuuper concorridos por conta do valor e dos profissionais envolvidos, que todo mundo diz que são ótimos. Mas até onde sei, as inscrições são abertas duas vezes por ano, uma delas em janeiro pra começar em março. Só que a inscrição precisava ser presencial e em janeiro ainda não estava aqui.

Cheguei aqui ainda com esta pendência e a pesquisa continuou. Mas foi por conta de UM comentário em um blog que não lembro o nome, encontrei a escola. Menina do comentário, obrigada! Não lembro o nome dela, mas gostei da dica que dizia que tinha encontrado uma escola com a qual ela se identificou muito. Anotei o endereço e no outro dia já tava lá.

E foi tudo rápido: adorei o lugar, as pessoas, fiz o teste oral com uma professora, escolhi o plano trimestral, melhor horário, fiz o pagamento e uma semana depois já tinha começado. A escola que chegou até a mim é a L’Atelier 9 (Atelier neuf). Achei muito colorida pra um escola aqui e foi assim que descobri que a L’Atelier 9 foi criada por um mexicano e uma amiga. Tá explicado tanta cor 😀 A escola funciona em um antigo apartamento e acho que isso faz tooooda a diferença. Tem cara de casa, é aconchegante, não é impessoal. Assim que a gente entra, uma recepção com sofá e coisinhas de cozinha, café e lanchinhos pra o aluno.

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À esquerda é a diretoria da escola, onde a gente é recebida, a depender da hora, pela Paz. Só com o esse nome, já tive meu coração conquistado pela Paz. Mas não foi só por isso. Ela morou por uns tempos no Brasil, se comunica super bem conosco e é uma simpatia, não tira o sorriso do rosto. Dou muitas e boas risadas com a Paz.

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O teste oral que te falei, não foi feito com a Paz. Foi com a Stéphani. As aulas acontecem em quatro salas amplas mais uma cozinha.

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Tá vendo como é? Não têm carteiras.. são mesas onde todo mundo se reúne pra um bate papo bem gostoso e muito aprendizado.

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E deixa eu te explicar mais coisas que são diferentes aqui: São doze professores que trabalham com duas línguas apenas, a francesa e a espanhola e também com curso em duas durações, de um mês ou de três meses. O aluno pode pagar seis meses de vez, por exemplo. Ou então só 3 meses e ver se vai poder continuar, ou só um caso esteja passando mais rapidamente por Paris. É realmente muito flexível e isso não implica no aprendizado. O volume de informação, de atividades dentro e fora da sala é grande. E como em qualquer relação de aprendizado, a gente tem de fazer a nossa parte, claro. Se dedicar e cumprir as atividades, porque não tem jogo mole por aqui. Há rigor e disciplina.

O meu horário é o noturno, onde há 4 turmas de francês em diferentes dias da semana. A duração de cada aula é de duas horas. E a minha turma é muito boa! É comandada pela Hèléne, uma jovem professora, muito, muito gente boa, alegre e com uma didática excelente. Paciente e dedicada. Estudo com gente de várias partes do mundo, com culturas e histórias tão diversas que é impossível não sair dessa experiência com o coração e a mente mais ricos.

Da esquerda pra direita, começando pela fileira sentada: A de olhinhos puxados é a Harleen e veio das Filipinas. É um doce, super amável e educada, fala baixinho e só vive dando risada, e eu aproveito, claro, e arranco mais sorrisos dela. Ao lado, de franjinha é a Paula, da Espanha. Estudante de direito, a Paula é linda, parece uma Amelie espanhola,  mais calada, também sorri bastante e diz que é distraída. A direita da Paula, a mexicana Alejandra! Me divirto muito com a Alejandra, adoro falar besteira com ela e ela sempre gargalha gostoso! A voz é grave e linda, com aquele acento mexicano fica mais bonita ainda <3 Ela também tá passando alguns meses por aqui. Ali ao lado da Alejandra, com óculos na cabeça é a Alexa (Ai, esqueci de confirmar a escrita do nome dela) É uma americana de Minessota, super comunicativa, prestativa e também simpática, ri junto com todo mundo. Sem contar que me ajuda a relembrar meu inglês enferrujado.

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Na fileira de cima, em pé, da esquerda pra direita, tem a Hèléne, professora que te falei. É uma querida, explica de uma forma tão gostosa que fica difícil não aprender. Ao lado dela… cri..cri… com esse perucão aê, eu 😀 Ao meu lado, o Mikael. Um polonês tímido que trabalha da construção civil aqui em Paris. Ele costumava ficar mais calado, claro, tava cercado por um bando de mulher conversadeira e risonha. E aquilo me deixava inquieta. Mas consegui arrancar uma boa gargalhada dele, sabe como? Falando de futebol, Neymar e do nosso vexame de 7 a 0…quén, quén, quén… E por fim, ao lado dele, a fofa da Kerry, uma estilista inglesa que já rodou o mundo criando e trabalho com sua arte. Produz tecidos lindos e tô doida pra fazer um post só dela. Depois da aula a gente saiu pra bebericar a cerveja branca com limão e eu ri muiiiito com ela. Kerry me contou a experiência de passar dois meses no Brasil e me mostrou como dançava forró! 😀 Diz se tem como a gente voltar a mesma pessoa pra casa? Impossível, gente.

Pra chegar a L’Atelier 9 é bem fácil. Basta pegar o metrô na linha 7 com sentido a La Courneuve e descer em Cadet. Saindo do metrô, atravesse a rua. O sinal e a faixa vão tá à esquerda de quem sai do metrô. Siga reto, dobre a segunda à direita, na Rue Bleue e depois à direita de novo. A escola fica na Rue Trévise, nº 34 aí nesse prédio. Ó a portona de madeira linda aí te esperando?

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Chegando, não fica esperando por porteiro, porque não tem. Aperta esse botão lisinho aí pra abrir. Lá dentro, mais uma porta. Pra abrir, aperte o “P” pequeno e só. Subindo às escadas, logo no primeiro andar é a escola.

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Meu curso vai até maio e eu tô muito satisfeita. Tenho adorado esta experiência que quase deixo pra lá, tu crê? Espero que tenha te ajudado um pouco ou te empolgado pra correr atrás, se estudar aqui for um sonho. Um, três ou seis meses, qualquer tempo é válido quando é aprendizado em um lugar tão bom!

Um beijo, gente!

 

 

 


Uma resposta para “Onde estudar em Paris: L’Atelier 9”

  1. […] escola. Oxe, tô estudando, sabia não? Êê diaxo, te dei uma dica tão boa e tu nem tchun.. Tá, tem aqui, eu te mostro Além do brinde, matérias ótimas. E a que mais me tocou na edição, foi uma […]

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