06 jun 2014
DIY

Pequeno grande mercado criativo

Cês viram que falei do Bordado e da La Abuela? Viu não, então clica aqui. Mas depois volta pra este post que começo com muito carinho.

Quando conheci a Tarsila, artista da La Abuela, também descobri histórias sobre a arte baiana, novas técnicas e novas ações promovidas por gente nova. Eita, quanto “nova”. Relax, não vou falar da Fonte Nova 😀 Pois bem, em meio aos dias que fiquei namorando cada trabalho da La Abuela, achei um movimento muito interessante promovido por ela e por outra artesã: a Ilustradora e Produtora Cultural, Juliana Bestetti. Ela é dona da marca RUA – Revolução Urbana Artesanal (ó que amor de nome?) A moça é multi e faz coisa pra caramba, criativa total, desde ilustrar paredes até produzir colares fofos. O traço dela é impecável. Cria porcelanas, toys, acessórios, quadrinhos, pôsteres e muito mais <3

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PS: Meu bom Jesus, tirai toda parede branca do meu caminho! 😀 Certo. Parei. E pela lei universal da afinidade (ó eu toda espiritualizada) gente do bem se liga com gente do bem (e o contrário também) aí, as duas se juntaram e criaram o Renegados – Pequeno Mercado de Manufaturas Criativas. A começar pelo nome, tudo mais me ganhou.

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O Renegados é uma rede colaborativa e a proposta é levar pra rua as produções de criativos que não possuem meios de escoar o que fazem. Ou que por algum motivo, não têm acesso a esses meios. “A gente se queixava de não ter espaço pra expor e lembrávamos dos eventos que já tinham acontecido em Salvador, mas que, infelizmente tinham acabado. Os primeiros foram acontecendo meio que no susto, mas depois começamos a nos organizar, os criativos começaram a aceitar nossos convites e as portas começaram a se abrir. Ainda sinto que estamos no comecinho, mas acabamos de ser aprovados no edital do Fundo de Cultura da Bahia e tenho certeza de que isso vai nos dar muito mais força. Por isso, agora os planos se concentram em realizar esses eventos que serão na rua totalmente abertos ao público. A partir daí, acredito que podemos realmente realizar o que queremos, que é apoiar o trabalho das pessoas que trabalham de forma independente em alguns dos setores da economia criativa de Salvador, como moda, design, literatura e gastronomia.” afirma Tarsila.

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Ao menos uma vez por mês, a Juliana e a Tarsila organizam um encontro do Renegados por algum lugar da capital baiana. Se reúnem com outras marcas fazendo uma feirinha bem descolada organizada só por elas ou participam dentro de outros eventos (Faustão Falando Sozinho é o máximo! hahaha).

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A iniciativa é mesmo admirável, pois compartilha dos ideais que eu e muita, mas muita gente acreditamos. Eles fazem parte da Economia Criativa. Há tempos venho pesquisando sobre esta nova configuração da Economia e como ela vem crescendo. O Ministério da Cultura, ligado no movimento, criou há dois anos a Secretaria da Economia Criativa – SEC, mas a discussão é antiga, afinal, o governo demora pra pegar no tranco. Pelo menos há 8 anos o Instituto da Economia Criativa fala sobre o tema. É interessante a gente começar a pensar a cultura com objetividade, dados, estatísticas e pesquisas e não apenas no campo subjetivo.

Economia Criativa é quando a cultura pode ajudar o desenvolvimento econômico e sustentável do país, segundo o Minc. E isso em cinco setores criativos, como patrimônio (materiais e imateriais), expressões (artesanato, artes visuais), arte e espetáculo (dança, teatro e etc), audiovisual e literatura (cinema, publicações) e expressões funcionais (moda, arquitetura, design). Prioriza o fator humano e isso deve ser mesmo o futuro da nossa economia, já que a tradicional valoriza fatores finitos e materiais.

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E o Renegados ainda trouxe mais reflexões. Minha curiosidade me fez entender também sobre a criatividade e o panorama do lugar onde vivo. Fico me perguntando, porque a Bahia, tão criativa, rica culturalmente, com movimentos passados que entraram para história, com nomes de outros estados e estrangeiros que fizeram questão de vir pra cá (isso vale um post) é tão iniciante neste tipo de economia. O recurso humano é enorme não só aqui, como em todo o nordeste, mas estas pessoas preferem ir embora pra centros maiores em vez de ficarem em seus lugares e promoverem ações alternativas.

Daí descobri algumas respostas pelo Sebrae, por meio de uma pesquisa chamada de “Índice de Criatividade”. A pesquisa “mediu” a produção criativa das maiores cidades do país baseada em fatores, não só da criatividade, mas sociais e econômicos. A Bahia tá lá embaixo no ranking porque ele, o ranking, tá ligado diretamente com as condições sociais desses centros. Quanto melhor for a condição destas cidades, maior é a capacidade de atrair e o mais importante, de manter os criativos nelas. Logo, depende de muiiiito esforço e boa vontade. Quando os gestores baianos acordarem pra esta questão, quem sabe a gente suba na lista?

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Por enquanto, prefiro comemorar, compartilhar, incentivar e participar de iniciativas como a do Renegados e tantos outros eventos vindos de gente de mente inquieta. Fanzoca assumida da La Abuela, RUA, Renegados, da Tarsila e Juliana. Vida longa às produções e um viva a vocês, meninas! Muito obrigada por este encontro <3

Bjbjb!

 

 

 


4 respostas para “Pequeno grande mercado criativo”

  1. Que coisa mais linda, Eva! Parece um sonho ver o pessoal se movimentando assim! Tô cheia de planos na cabeça, vou te escrever em breve e contar um monte de coisas que estou tramando, mas ainda sem lugar fixo, até porque me mudo ano que vem!
    Ler esse post faz acreditar que tem jeito, basta ter vontade e ir atrás.
    Ah! E o nome Renegados é referência à Renegade Craft Fair, que acontece nos EUA? Meu sonho é ir nessa feira! Quem sabe eu vou na colega baiana! hahaha
    Beijos!

    • Eva Mota disse:

      Ebaa! Ainn que coisa linda, Zi! Quero saber! Poxa vida, eu fico feliz também em conhecer e pensar coisas assim, por isso mesmo que cê falou, é possível! Talvez tenha o fator de “gente certa na hora certa” mas acho que se a gente der o primeiro passo, essa vibe volta, sabe? Moooça eu também morro de vontade de ir nessa feira gringa! Mas não sei quanto ao nome, talvez tenha um referência. Ahh jesuis, agora eu quero ir na colega mineira também! Com uma marmita de costela pra lanchar hahahahha Bjobjo!!

  2. Maria Elizabete Chalaça disse:

    Tarcila que legal!!!! Botando pra fora sua genialidade!!! Sempre acreditei em seu potencial…vá em frente garota…sucesso!!!!! Beijo grande saudades!!!!!

  3. Yara Aguilar disse:

    Tanta coisa linda e criativa …
    …precisamos de coisinhas assim espalhadas pelo país todo!
    Lindo,lindo Eva !
    Eu fico encantada com as Bijux e esses desenhos perfeitos?! Fiquei louca!
    Parabéns por trazer essas coisas lindas escondidas pra gente ver!
    Beijús!

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