26 fev 2015
Viagem

Saint-Germain-des-Prés/Parte II

Saint-Germain é um bairro caro mesmo, como te falei antes. Já rodei por outros lugares encontrando, com outros preços, algumas coisas que tem aqui. É, assim como a Champs-Elysées o lugar onde grifes e mais grifes estão reunidas. Sei lá.. Eu tô saindo de casa, dobro uma rua, a loja da Armani, dobro outra, um prédio todo da Ralph Lauren, olho pro lado, Karl Lagerfeld ou Swarovsky e por aí vai, mas não sofro com isso, não. Este tipo de consumo não é o meu. Têm as redes mais em conta com a Zara, H&M por exemplo. Têm promoções muiiito legais com roupas e acessórios por 1, 3 euros, mas ainda não vi coisa que se pareça comigo. Porque, meu ser, meu ser completo e roliço pertence aos brechós.

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Maquiagem e perfumaria? Claaro que só dá pra lembrar da Sephorrá, certo?

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Errado. Por melhor que ela seja, meu coração já pertence ao Monoprix! Uma rede de hipermercados enormes onde você encontra tudo. Lá é onde encontro minhas makes preferidas: Maybelline e L’oreal Paris que aqui é mais que completa, néamm? Cheia de lançamentos <3

Ah, e os cafés, um tanto mais caros, como te falei no post anterior, também podem ser substituídos. Se bater aquela fome cavernosa, senta em alguma cantina Italiana. Isso foi dica da mesma amiga que me passou o contato do aluguel. A comida é mais em conta e a quantidade é grannnde que só. Ó o tamanho do pedacinho da pizza?

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Mas falta de grana não é mesmo impedimento pra aproveitar o que há de bom no Saint-Germain-des-Prés. Há lugares muiito legais no bairro e com preços bons também. Um exemplo são as livrarias! Ainnnn, mell dells! Uma que adorei foi a Libraire Eyrolles. Elas tomam conta de duas ruas a partir de esquinas, com livros em várias áreas das artes. Todas, todinhas!

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Outra que me mata de amor e me joga no chão com funcionários gente boa é a L’Ecume des pages. Também é papelaria. Os preços são muito bons e já encomendamos livrinhos pra noisis. Encontrei um sobre estudos das cores no BHV por um preço e na L’Ecume por três vezes menos. Oxe, é meu, ninguém sai! Ah e os famosos livros de colorir que nasceram na Escócia, por aqui não é novidade e tem tudo quanto é tipo, tudin! E o curioso é que aqui muitos deles estão na parte da auto-ajuda e não das artes. E levam títulos como “Coloriages pour Survivre au bureau” ou mais ou menos “Colorir para sobreviver ao escritório” hahahaha Ô minha gente, bora vê esse escritório, aê, hein? Se num tá bom, dá a volta por cima 😀

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As bancas de revista, nem preciso falar, né? Tem uma na nossa esquina e outra mais à frente. Fico parada lá por minutos namorando (e já comprei) a Marie Claire Idées e a Flow que acaba de abrir um escritório aqui. Volto só pra falar delas porque são um encanto mesmo!

E quando se fala em cultura, o que é comum pra uns, não é pra outros e assim segue, né… Pensei nisso quando vi este, digamos, mictório. Tá, tá é o velho banheiro químico, mas toodo no design, automático, só que é banheiro público, né, meu povo… Tá pra nascer um limpo. Ao menos o daqui do bairro é podre e deu pra sentir o fedor passando ao lado quando tinha uma fila pra usar o dito cujo.

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Falando em fedor, tenho passado por metrôs, que peloamordedells… Embora amando-os. Eles cortam a cidade toda! Ligam tudo, até regiões fora de Paris. Mas o fedor tá grande e tem um motivo pro bendito futum. É que quase todas as linhas estão passando por reformas e tá ligad@, né? Mexeu, fedeu. Aí o colhega com a mão na nariga.

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Aqui no bairro também dá pra ver um exemplo do que se espalha por vários locais da cidade há uns três anos se não me engano: os carros elétricos. Miudinhos, eles pode ser alugados e se pifar, estaciona e recarrega a bateria por meio desta espécie de pilar enumerado. Plugou a mangueira e só.

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A arquitetura é sempre de chamar a atenção. As fachadas, os gradis, os telhados, até as árvores secas. Super vejo beleza no inverno… Pow, Paris, tu és phuoooda!

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Que bom que o Saint-Germain-des-Prés nos acolheu. Esse só é um pedacinho do que ele é. Só quis te familiarizar com o que a gente tem vivido. E estando em Paris, morar em vários outros bairros já seria uma grande e gostosa aventura, entupida de descobertas. Ah, e pra quem se interessar, o que tem me ajudado a saber mais sobre lugar onde tô, as histórias daqui e tudo mais é um livro enorrme, o “Paris, biografia de uma cidade” do Collin Jones. Tá sendo um fonte mais que boa de pesquisas e descobertas!

Um beijo e até djá, querid@s!

 

 

 


5 respostas para “Saint-Germain-des-Prés/Parte II”

  1. Tammy Rodrigues disse:

    Estou me sentindo moradora do bairro!!! kkkkk
    Adorando cada novidade!
    Bjs Nina e Roger! :-*

  2. Mirela Hull disse:

    amando conhecer Paris por seus olhos, me divirto horrores rs

  3. […] três meses em Paris morando no famoso Saint Germain-des-Prés, já te falei como era aqui e aqui. Mas a falta de afinidade com o lugar foi rápida, mesmo sendo um bom bairro. Logo no primeiro […]

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